Montenegro eh um desses paises que voce nunca vai colocar na sua lista de prioridades. Eh um pais pequeno, cercado de paises um pouco maiores e mais famosos que te oferecem praticamente a mesma coisa: tempo bom, praia e um pouco de cultura. Para quem mora na Russia, os dois primeiros motivos sao suficientes para uma visita. Ainda mais quando eles estao a 3 horas de distancia de Moscou, por um preco razoavel e em horarios extremamente convenientes. Mas esse post eh sobre um aspecto menos interessante de Montenegro: a qualidade do servico.
O sorriso do guarda na imigracao me deu uma falsa ideia do que estaria por vir durante a minha curta estadia por lah. Acho que eles acreditam piamente que a primeira impressao eh a que fica porque a segunda foi terrivel. Me aproximei do balcao de informacoes do aeroporto para saber qual seria o melhor meio de transporte ateh Budva. Para comecar, esperei a moca terminar sua ligacao que soava extremamente importante a julgar pelo que ela ria.
Eu: Bom dia, qual eh o melhor meio de transporte ateh Budva?
Ela: Taxi.
Eu: Para quem estah sozinho eh mais barato do que alugar um carro?
Ela: Nao sei. Pergunte no guiche onde se aluga carros.
Silencio.
Olhando para aquela cara de quem parecia estar chupando um limao azedo, agradeci a gentileza e me retirei. Achei um taxista que me pareceu decente e segui para Budva.
Alem de me cobrar 30 Euros a mais do que o normal, o taxista quase matou nos dois umas 3 vezes. Pelo menos ele pediu desculpa pelo susto depois de cada semi-acidente.
Ao chegar no hotel, outra surpresa… Ops, pera ai, preciso reescrever esta frase. Ao chegar no melhor hotel SPA de Budva, cuja diaria custa 300 Euros, outra surpresa: meu quarto nao estava pronto. Nem o meu nem o de outros 12 hospedes. E nao estamos falando de early check-in: eram 2 da tarde.
Eu: Jah entendi que o meu quarto nao estah pronto. O que eh que voces vao me oferecer em troca?
Eles: O senhor pode deixar suas mala aqui e esperar em uma das 3 piscinas enquanto o quarto fica pronto.
Eu: E quanto tempo voces precisam para arrumar o quarto?
Eles: De 20 minutos a uma hora. Nos vamos ateh o senhor assim que ele estiver pronto.
Aleluia. Eles viriam ateh mim: suado depois de 3 horas de voo, mais uma hora de taxi assassino e vestido embaixo de um sol de 35C. Que privilegio.
Entre outros exemplos, vale ressaltar um que resume a qualidade de servico que eu encontrei por lah. A rua da praia estah sempre cheia de turistas, mas curiosamente a barraca de sorvete estava vazia. Achei que eu estava fazendo um favor para a mulher de comprar o meu sorvete lah. Ela me serviu e falou: “Um Euro e vinte centavos.” Eu dei uma nota de 20 Euros e qual nao foi a minha surpresa ao ver a reacao da moca. Uma cara de desgosto e odio. Parecia que eu tinha para uma freira tirar a roupa.
Se nao fosse a impressao geral que o servico me causou, diria que Montenegro eh uma opcao ideal de turismo. Paisagens maravilhosas, mar limpo, sol e ceu azul. Tudo isso temperado com historia, gente que fala Russo e a uma distancia minima de Moscou. Se Bosnia, Serbia ou Albania estiverem no seu roteiro de viagem, de uma esticada ateh Montenegro. Hmmm. Eh, acho que vai ficar para outra vez.
Fui.
_______________________________
Montenegro is one of those countries that will rarely figure at the top of anyone’s destination list. It’s a small country, surrounded by slightly bigger and slightly more famous countries that offer almost the same: good weather, beaches and a bit of culture. If you live in Russia, the first two reasons are more than enough for a visit. Especially when they are only 3 hours away, for a reasonable price and very convenient flight times. But this post is about a less interesting aspect of Montenegro: the quality of service.
The welcoming smile from the passport control officer gave me a false idea of was about to come. They are probably firm believers that “first impressions are the most lasting”. In my case, it lasted exactly 2 minutes. As soon as I walked into the arrivals terminal, I headed towards the information desk to find out what was the best way to get to Budva. First, of course, I had to wait for the lady to finish her call, which sounded extremely work related judging by her laughter.
Me: Good morning, what is the best way to get to Budva?
Her: Taxi.
Me: Even if I’m alone? Maybe it’s cheaper to rent a car?
You: I don’t know. Ask at the rent-a-car counter.
Silence.
Looking at the face of someone who seemed to be sucking bitter lime, I decided to thank her for her attention and leave. I then found a taxi driver who looked decent and left to Budva. Besides charging me 30 Euros more than usual (as I later found out), this driver almost got us killed 3 times. At least he apologized after each semi-crash. At last, I arrived at the hotel… Hmmm, let me rephrase that. I arrived at the best SPA hotel in Budva, with daily rates of 300 Euros and what did I get? More bad news. My room wasn’t ready. Neither mine, nor the rooms of 12 other people. And we’re not talking about early check-in. It was 2PM already.
Me: I understand my room is not ready yet. How will you compensate me for this?
Them: You can drop your bag here and wait next to one of the 3 swimming pools while we clean the room.
Me: And how much time you need to clean the room?
Them: Between 20 minutes and one hour. We’ll let you know as soon as it’s ready.
Wow. They would let ME know. Me = sweaty from a 3 hour flight, plus one hour in the killer taxi and still dressed under a 35C sun. What a privilege.
Among other examples, there’s one more worth highlighting. It sums up the level of service I met in Montenegro. The pedestrian street by the shore is always full of tourists. Funny enough, the ice-cream stand was empty. I thought I was doing the owner a favor by buying an ice-cream from them. The lady gave the ice-cream and said “One Euro, twenty cents.” I gave her a 20 Euro bill and, to my surprise, she almost took the ice-cream back. How dare I demand that much change for one ice-cream. She looked at me with such disgust… It was as if I had asked a nun to take off her clothes.
If it wasn’t for the service, I’d say Montenegro is an ideal tourist destination. Beautiful landscapes, clean water, sun and blue sky. Add to that a bit of culture and people who understand Russian, just a short flight away from here. So, if Bosnia, Serbia or Albania are part of your next trip, make sure you plan a little visit to Montenegro. Hmmmmm. Understood. Ok, maybe next time…
Monday, September 20, 2010
Friday, August 06, 2010
As ultimas semanas em Moscou.
Se voce entendeu o duplo sentido da frase acima, pode pular para o proximo blog. Se voce eh um pouco mais devagar, ou nao tem assistido TV, nem lido nada nos ultimos tempos, continue lendo.
Nas ultimas semanas, a temperatura em Moscou nao cai abaixo dos 30 graus. Eh recorde de temperatura atras de recorde de temperatura. Outro dia fez 41 na sombra. Inacreditavel. Mas esse post nao eh sobre a temperatura por aqui: eh sobre uma das consequencias da onda de calor.
Moscou estah cercado por vegetacao e combustiveis naturais. Quando a temperatura sobe demais, esses combustiveis entram em combustao e incendeiam tudo que estah ao redor. Sem chuva, ambos permanecem em combustao. Ha semanas... Moscou estah afundada numa nuvem de fumaca que soh piora a cada dia (eu quase nao consigo ver o predio do outro lado da rua).
Eh um cenario apocaliptico, que jah faz as pessoas comentarem que o fim pode estar mais proximo do que parece e que estamos vivendo as ultimas semanas. Entendeu?
Fui. Cof. Cof.
Nas ultimas semanas, a temperatura em Moscou nao cai abaixo dos 30 graus. Eh recorde de temperatura atras de recorde de temperatura. Outro dia fez 41 na sombra. Inacreditavel. Mas esse post nao eh sobre a temperatura por aqui: eh sobre uma das consequencias da onda de calor.
Moscou estah cercado por vegetacao e combustiveis naturais. Quando a temperatura sobe demais, esses combustiveis entram em combustao e incendeiam tudo que estah ao redor. Sem chuva, ambos permanecem em combustao. Ha semanas... Moscou estah afundada numa nuvem de fumaca que soh piora a cada dia (eu quase nao consigo ver o predio do outro lado da rua).
Eh um cenario apocaliptico, que jah faz as pessoas comentarem que o fim pode estar mais proximo do que parece e que estamos vivendo as ultimas semanas. Entendeu?
Fui. Cof. Cof.
Thursday, July 29, 2010
“In the dark… For a while now… I can’t stay…”
Ha algumas semanas eu fui a um restaurante chamado "V Temnote" (“No Escuro”, em russo). Eh parte de uma rede mundial de restaurantes criados para estimular os seus sentidos. Voce pode ler mais sobre o conceito da rede aqui.
Como voce deve saber (afinal, voce estah LENDO este texto), a visao eh nosso sentido mais apurado. Eh atraves dele que nos guiamos pelo mundo, fazemos escolhas e avaliamos o mundo ao nosso redor. O que fazer quando essa cachoeira de informacao seca e voce tem que apelar para a audicao, o tato, o olfato e, ao criar coragem, o paladar? A resposta eh: muita coisa. Tudo aquilo que nohs consideramos normal desaparece. Voce nao sabe o que eh que estah no seu prato, como cortar a cominda, se ela estah quente ou fria, se eh uma entrada ou um prato principal e, principalmente, se aquilo que estah na sua mao eh comida ou decoracao da mesa.
A bem da verdade, tirando (em parte) a lambuzeira que eh comer no escuro, comer eh a parte mais simples e trivial do processo. O que o seu corpo experimenta a partir do momento em que voce entra no restaurante eh quase indescritivel. Nao existe sequer luz de emergencia. Durante os primeiros 15 minutos, seus olhos correm em todas as direcoes procurando qualquer fonte de luz. Eh cansativo demais. As vezes, voce tem a impressao de estar vendo coisas, igual aas pessoas que sentem coceira no peh depois de amputar a perna. Quem sofre de claustrofobia nao pode nem pensar em jantar nesse lugar.
Uma vez que seus olhos desistirem de enxergar, eh hora de usar as maos e os ouvidos para entender um pouco mais do ambiente ao seu redor. Quantas pessoas estao jantando ali naquele momento? Onde eh que voce estah sentado? Perto da parede? Do corredor? Onde estao os talheres (inuteis), a cesta de paes, o copo (cheio ou vazio?) e as garrafas de bebida?
Depois desse exercicio, eh hora de descobrir o que voce vai comer. As unicas opcoes que voce tem antes de entrar sao: carne, frango, peixe ou vegetariano. A partir dai, boa sorte. Eh mao no prato e nariz na comida (muitas vezes literalmente). Nao ver o que se come reduz draaaasticamente o apetite. Gula simplesmente nao existe num ambiente assim. Eu estava completamente satisfeito depois da salada.
Um dos aspectos mais interessantes do restaurante eh a companhia que voce leva para lah. Uma vez que nao ha necessidade de encenar e nao existem “silencios desconfortaveis”. Silencio eh silencio. Eh quase como se todo mundo sempre andasse de oculos escuros. Sem o olho no olho, tudo se torna mais leve. Talvez ateh verdadeiro. Tem que experimentar para ver.
Alem de estimular os sentidos, No Escuro eh tambem uma licao de humildade. Todos os funcionarios sao cegos. Essa inversao de papeis eh extremamente interessante. De repente, voce nao consegue andar do lobby do restaurante ateh a sua mesa sem o auxilio de uma pessoa que voce nunca julgou essencial na hora de se orientar. Eu adorei.
Nao sei se a segunda vez eh tao interessante quanto a primeira. Espero que ela seja um pouco mais prazeirosa, para que eu possa curtir mais a culinaria e os sentidos que eu uso tao raramente no dia-a-dia.
Fui.
A
Como voce deve saber (afinal, voce estah LENDO este texto), a visao eh nosso sentido mais apurado. Eh atraves dele que nos guiamos pelo mundo, fazemos escolhas e avaliamos o mundo ao nosso redor. O que fazer quando essa cachoeira de informacao seca e voce tem que apelar para a audicao, o tato, o olfato e, ao criar coragem, o paladar? A resposta eh: muita coisa. Tudo aquilo que nohs consideramos normal desaparece. Voce nao sabe o que eh que estah no seu prato, como cortar a cominda, se ela estah quente ou fria, se eh uma entrada ou um prato principal e, principalmente, se aquilo que estah na sua mao eh comida ou decoracao da mesa.
A bem da verdade, tirando (em parte) a lambuzeira que eh comer no escuro, comer eh a parte mais simples e trivial do processo. O que o seu corpo experimenta a partir do momento em que voce entra no restaurante eh quase indescritivel. Nao existe sequer luz de emergencia. Durante os primeiros 15 minutos, seus olhos correm em todas as direcoes procurando qualquer fonte de luz. Eh cansativo demais. As vezes, voce tem a impressao de estar vendo coisas, igual aas pessoas que sentem coceira no peh depois de amputar a perna. Quem sofre de claustrofobia nao pode nem pensar em jantar nesse lugar.
Uma vez que seus olhos desistirem de enxergar, eh hora de usar as maos e os ouvidos para entender um pouco mais do ambiente ao seu redor. Quantas pessoas estao jantando ali naquele momento? Onde eh que voce estah sentado? Perto da parede? Do corredor? Onde estao os talheres (inuteis), a cesta de paes, o copo (cheio ou vazio?) e as garrafas de bebida?
Depois desse exercicio, eh hora de descobrir o que voce vai comer. As unicas opcoes que voce tem antes de entrar sao: carne, frango, peixe ou vegetariano. A partir dai, boa sorte. Eh mao no prato e nariz na comida (muitas vezes literalmente). Nao ver o que se come reduz draaaasticamente o apetite. Gula simplesmente nao existe num ambiente assim. Eu estava completamente satisfeito depois da salada.
Um dos aspectos mais interessantes do restaurante eh a companhia que voce leva para lah. Uma vez que nao ha necessidade de encenar e nao existem “silencios desconfortaveis”. Silencio eh silencio. Eh quase como se todo mundo sempre andasse de oculos escuros. Sem o olho no olho, tudo se torna mais leve. Talvez ateh verdadeiro. Tem que experimentar para ver.
Alem de estimular os sentidos, No Escuro eh tambem uma licao de humildade. Todos os funcionarios sao cegos. Essa inversao de papeis eh extremamente interessante. De repente, voce nao consegue andar do lobby do restaurante ateh a sua mesa sem o auxilio de uma pessoa que voce nunca julgou essencial na hora de se orientar. Eu adorei.
Nao sei se a segunda vez eh tao interessante quanto a primeira. Espero que ela seja um pouco mais prazeirosa, para que eu possa curtir mais a culinaria e os sentidos que eu uso tao raramente no dia-a-dia.
Fui.
A
Tuesday, June 01, 2010
Bem-vindo ao chao.
Diz o ditado que do chao nao passa. Mas ninguem explica quao complicado eh chegar ao chao (de proposito e sem se machucar). Por isso, depois de 17 anos pilotando motos, resolvi aprender a pilotar uma moto. Nao eh facil.
Para comecar, tudo que eu pensava ser certo estava errado e, tudo que eu pensava ser errado, eh a mais pura verdade. Para passar da teoria aa pratica, fui para Calafat, na Espanha, estudar com a melhor escola que existe: California Superbike School.
O primeiro dia foi o dia de quebrar paradigmas: acelerar em curva, ignorar os instintos, ensinar os olhos a enxergar de novo, etc. Cada uma das 5 sessoes de teoria eh seguida de 20 minutos na pista, com um instrutor na sua cola (ou na sua frente) falando o que e como fazer.
Logo na primeira sessao, a primeira surpresa. Durante as primeiras 3 sessoes de pista (1 hora de pilotagem), a moto deveria permanecer em 4a marcha e eh proibido usar os freios. Essas palavras foram seguidas de riso. Um riso que foi se transformando num riso nervoso (aqueles que voce solta quando estah com medo e finge que estah tudo sob controle). Depois de alguns segundos, todos ficaram quietos e foram checar os equipamentos antes de ir para a pista.
Lah fomos nohs: 32 alunos, montados em 32 motos com no minimo 100 cavalos, rodando numa pista que ninguem nunca tinha rodado. Logo na saida dos boxes, a primeira curva. Fechada. E todos atras do instrutor a 80km/h. Assim que chegou a curva, pensei: “F***u. Mas se as outros motos nao cairam, nao vai ser a minha que vai cair”. E ela deitou sem medo nenhum, com calma e suave. Essa mesma curva, ao final do segundo dia, eu jah estava fazendo a 100km/h. A quantidade de tracao que esses pneus tem eh INCREDITAVEL.
Nao vou entrar em detalhes sobre todos os exercicios porque, para a maioria dos 6 leitores do blog, nao sao interessantes. Soh vou falar de mais 2 momentos “F***u” que eu passei ao longo dos dias. O primeiro foi num exercicio de visao periferica, quando eu passei o ponto de curva e passei reto numa curva a 130km/h. Entrei na caixa de brita e lembrei das palavras que o instrutor tinha falado ao longo do dia: “A moto seria muito mais feliz sem nohs. Ela sabe para onde ir e como ir. Nao tente intervir”. Tirei o banco do assento, larguei o guidao e, aos trancos e barrancos, a moto passou ilesa pelo obstaculo. Amazing.
O segundo momento foi muito mais prazeiroso. Foi quando, numa das curvas, eu deitei mais do que o usual e senti o joelho raspar no chao. A reacao imediata foi tirar o joelho. Mas quase na mesma velocidade, senti uma alegria incontrolavel e baixei o joelho ainda mais. Fazer uma curva com a moto deitada no chao eh uma sensacao indescritivel. O duro agora eh sentar no escritorio, olhar as fotos e saber que tem gente que vive disso...
Fui.
Para comecar, tudo que eu pensava ser certo estava errado e, tudo que eu pensava ser errado, eh a mais pura verdade. Para passar da teoria aa pratica, fui para Calafat, na Espanha, estudar com a melhor escola que existe: California Superbike School.
O primeiro dia foi o dia de quebrar paradigmas: acelerar em curva, ignorar os instintos, ensinar os olhos a enxergar de novo, etc. Cada uma das 5 sessoes de teoria eh seguida de 20 minutos na pista, com um instrutor na sua cola (ou na sua frente) falando o que e como fazer.
Logo na primeira sessao, a primeira surpresa. Durante as primeiras 3 sessoes de pista (1 hora de pilotagem), a moto deveria permanecer em 4a marcha e eh proibido usar os freios. Essas palavras foram seguidas de riso. Um riso que foi se transformando num riso nervoso (aqueles que voce solta quando estah com medo e finge que estah tudo sob controle). Depois de alguns segundos, todos ficaram quietos e foram checar os equipamentos antes de ir para a pista.
Lah fomos nohs: 32 alunos, montados em 32 motos com no minimo 100 cavalos, rodando numa pista que ninguem nunca tinha rodado. Logo na saida dos boxes, a primeira curva. Fechada. E todos atras do instrutor a 80km/h. Assim que chegou a curva, pensei: “F***u. Mas se as outros motos nao cairam, nao vai ser a minha que vai cair”. E ela deitou sem medo nenhum, com calma e suave. Essa mesma curva, ao final do segundo dia, eu jah estava fazendo a 100km/h. A quantidade de tracao que esses pneus tem eh INCREDITAVEL.
Nao vou entrar em detalhes sobre todos os exercicios porque, para a maioria dos 6 leitores do blog, nao sao interessantes. Soh vou falar de mais 2 momentos “F***u” que eu passei ao longo dos dias. O primeiro foi num exercicio de visao periferica, quando eu passei o ponto de curva e passei reto numa curva a 130km/h. Entrei na caixa de brita e lembrei das palavras que o instrutor tinha falado ao longo do dia: “A moto seria muito mais feliz sem nohs. Ela sabe para onde ir e como ir. Nao tente intervir”. Tirei o banco do assento, larguei o guidao e, aos trancos e barrancos, a moto passou ilesa pelo obstaculo. Amazing.
O segundo momento foi muito mais prazeiroso. Foi quando, numa das curvas, eu deitei mais do que o usual e senti o joelho raspar no chao. A reacao imediata foi tirar o joelho. Mas quase na mesma velocidade, senti uma alegria incontrolavel e baixei o joelho ainda mais. Fazer uma curva com a moto deitada no chao eh uma sensacao indescritivel. O duro agora eh sentar no escritorio, olhar as fotos e saber que tem gente que vive disso...
Fui.
Thursday, May 13, 2010
Mais um dia vitorioso.
Dia 9 de maio foi o aniversario de 65 anos do final da 2a Guerra.
Aqui ele eh chamado de Dia da Vitoria.
E foi mesmo.
Mais um dia de descanso.
Mais um dia com o tempo perfeito (eles bombardeiam o ceu, como voce sabe).
Eu consegui acordar e ir para perto da Praca Vermelha tendo dormido 2 horas.
Pelo que eu percebi, a celebracao desse ano foi extremamente especial pelo aniversario de 65 anos, mas tambem por ser (provavelmente) o ultimo grande jubileu com veteranos ainda vivos.
Vamos ver o que eles vao fazer ano que vem.
Fui.
Aqui ele eh chamado de Dia da Vitoria.
E foi mesmo.
Mais um dia de descanso.
Mais um dia com o tempo perfeito (eles bombardeiam o ceu, como voce sabe).
Eu consegui acordar e ir para perto da Praca Vermelha tendo dormido 2 horas.
Pelo que eu percebi, a celebracao desse ano foi extremamente especial pelo aniversario de 65 anos, mas tambem por ser (provavelmente) o ultimo grande jubileu com veteranos ainda vivos.
Vamos ver o que eles vao fazer ano que vem.
Fui.
Tuesday, May 04, 2010
Bem-vindo ao Japao. Welcome to Japan.
Para ser bem sincero, eu nao sei por onde comecar a escrever esse post. Apesar de ser um antigo sonho, ir para o Japao foi uma viagem para dentro de mim mesmo e uma festa para os sentidos. Meu chefe, que morou lah, disse: «Andreas, ir para o Japao eh o mais proximo que voce pode chegar de ir para outro planeta sem sair da Terra». Nao podia ser mais verdade.
Por isso, esse post vai ser uma avalanche de comentarios, emocoes e sensacoes que eu tive durante a viagem. Meu roteiro foi o seguinte: Toquio, Hiroshima, Miyajima, Kioto, Nara e Fujikawaguchiko. Foi um roteiro escolhido quase ao acaso, mas que me mostrou um pouco de cada faceta do Japao: tradicao, cultura, natureza e historia. Sugiro voce fazer o mesmo.
Apesar do roteiro (ou talvez por causa dele), nao vou separar o post por cidades: vou falar sobre algo maior, que eh estar nesse arquipelago intra-terrestre.
Para comecar, o que eh o Japao? O Japao eh uma terra de contradicoes. Eh um lugar onde voce pode estar cercado dos mais modernos arranha-ceus e, de repente, a 20 metros dali, estar num templo de 1000 anos, no meio das arvores no mais completo silencio. Onde as pessoas que estavam a honrar seus antepassados, saem para uma slot machine house, com centenas de caca-niqueis gritando e piscando sem parar. Onde ha maquinas para tudo: limpar seus oculos, secar guarda-chuvas, comprar cigarro, bebidas e ateh comida quente. Onde as coisas custam caro, mas o metro te devolve 10 centavos, caso voce nao tenha usado tudo que depositou no cartao. Onde dinheiro eh feito de papel bom e eh mais aceito que cartao. Onde poucos falam ingles (bem), mas todos estao prontos para te ouvir e te ajudar o quanto for necessario. Onde as pessoas gostam de voce pelo que voce eh e nao pelo que voce tem. Onde voce eh livre para vestir o que quiser (literalemente), mas todos os trabalhadores usam terno. Onde todos parecem voar a peh, de trem ou de metro, mas tudo eh feito com calma e cerimonia. Onde todos pensam em todos, mas respeitam as diferencas (sem inveja). Onde os trens voam a 300 quilometros por hora, mas nunca chegam 1 segundo mais cedo do que o previsto. Nem mais tarde (a media anual de atraso dos trens eh 0.3 minutos). Onde voce cruza o pais (a bordo desses mesmos trens) quase no mesmo tempo que voce precisa esperar para comer o sushi do Sushi Dai, no mercado de peixes em Toquio. Onde toda a comunicacao publica eh feita por meio de ilustracoes infantis, mas as criancas tem educacao e maneiras de adultos. Onde tudo eh entregue a voce frente a frente com as duas maos, seguido de uma reverencia (os vendedores saem de tras do balcao para entregar as compras). Onde a natureza nao eh apenas bonita, mas tambem parte da vida cotidiana (Macacos, tartarugas, cervos, etc. Todos vivem livres pela cidade). Onde se fala sobre o Monte Fuji com o mesmo respeito que outros paises falam de Deus. Onde a sexualidade eh contida no ambito publico, mas nao condenada ou escondida. Nao existe certo ou errado, moral ou imoral. Tudo eh certo desde que voce e a outra pessoa queiram fazer. Nao ha falta de pudor ou falsa moral pois todos sao livres e responsaveis pelas proprias escolhas. Eh o pais onde todas as pessoas vivem com um celular na mao, mas voce soh ve duas marcas: Soft Bank e Apple. Onde tudo eh perfeitamente embalado e, normalmente, tao saboroso quanto. Onde voce deve que experimentar de tudo que aparecer pela frente, dormir pelo menos uma noite num Ryokan (hoteis tradicionais), viajar de trem bala, se sentir pequeno perto do Monte Fuji, deixar a historia e a tradicao mudarem o jeito que voce pensa. Para melhor. Eh um pais onde os templos nao tem santos ou decoracoes, pois voce «reza» para os seus antepassados e nao para santos ocos, que nao sao nada mais do que mitos esculpidos em madeira e cobertos de ouro. Onde o jardim mais famoso tem apenas pedras cercadas de cascalho pois o jardim de verdade estah dentro de voce.
Independente de tudo isso, saiba que a experiencia que voce vai ter no Japao vai depender do Japao que voce trouxer consigo na mente e no coracao.
Fui.
A
PS – Assista Lost In Translation, caso ainda nao tenha visto.
To be honest, I don't know how or where to start this post. Even though going to Japan was an old dream, the trip itself happened inside of me and it was a feast for the senses. My boss, who lived in Japan, told me: «Andreas, going to Japan is the closest you can get to going to another planet without leaving Earth». He couldn't be any closer to the truth.
That's why this post will be an avalanche of comments, emotions and sensations I've felt during the trip. I went to the following cities: Tokyo, Hiroshima, Miyajima, Kyoto, Nara and Fujikawaguchiko. The selection was quite random, but it gave a good picture of each remarkable thing about Japan: tradition, culture, nature and history. I suggest you do the same on a first trip to Japan.
But despite the cities I went to (or maybe because of them), I decided to make a general post about the country. About something greater, which is being in those intra-terrestrial islands.
For starters, what is Japan? Japan is a land of contradictions. It's a place where you can be surrounded by the most modern skyscrapers and then, suddenly, 20 meters from there, be inside a 1000 year old temple, in a forest, embraced by the utmost silence. Where people who were honouring their ancenstors, go straight to a slot machine place, where hundreds of machines shout and beep and blink their lights. Where you have machines for everything: cleaning your glasses, drying your umbrella, buy cigarettes, drinks and even hot meals. Where things are expensive, but the metro will give you 10 cents back in case you didn't use up all your credit. Where money is made of good paper and it's more accepted than cards. Where very few people speak English (well), but eveyone is ready to listen and to go out of their way to help you. Where people like you for what you are and not what you have. Where you are free to wear whatever you feel like (literally), but every single employee wears a suit. Where people seem to fly by foot, bus or train, but everything is done slowly as part of a ceremony. Where everyone thinks about everyone, but respect difference (without envy or jealousy). Where trains fly at speeds over 300 km/h, but are never ahead of time. Or behind (last year's average delay was 0.3 minutes). Where you can cross the country (in these very same trains) in the same time it takes you to get a place at Sushi Dai, inside Tokyo's Fish Market. Where all public announcements are made in the form of childish illustrations, but the children are as polite and well behaved as adults. Where everything is handed to you, with both hands, followed by a bow (shop vendors will leave the cashier and walk around the counter just to hand you your items). Where nature is not only beautiful, but part of everyday life (mokeys, turtles, deers, etc. All live freely in the cities). Where you speak of Mount Fuji with the same respect other countries talk about God. Where sexuality is not explicit in public, but also not condemned or hidden. There's no right or wrong, moral or immoral. Everything is right if you and the other party wants to do so. There's no false moral because people are free to choose and responsible for their choices. It's a country where everyone has a phone in their hands 24/7, but you only see 2 brands: Soft Bank and Apple. Where everything is beautifuly packed and tastes just as good. Where you must try every food you come across, sleep at least one night at a Ryokan (traditional hotel), ride the bullet train, feel small next to Mount Fuji, let history and tradition change the way you think. For the better. It's a country where temples have no saints or decoration because you pray for your ancestors and not hollow icons, which are nothing more than myths sculpted in wood and covered in gold. Where the most famous garden has nothing but rocks surrounded by smaller rocks because the real garden is inside of you.
Despite all that, be sure that the experience you will have in Japan will depend on the Japan you take there with you, inside your heart and your mind.
Cheers,
A
PS – Watch Lost In Translation, in case you haven't done so yet.
Por isso, esse post vai ser uma avalanche de comentarios, emocoes e sensacoes que eu tive durante a viagem. Meu roteiro foi o seguinte: Toquio, Hiroshima, Miyajima, Kioto, Nara e Fujikawaguchiko. Foi um roteiro escolhido quase ao acaso, mas que me mostrou um pouco de cada faceta do Japao: tradicao, cultura, natureza e historia. Sugiro voce fazer o mesmo.
Apesar do roteiro (ou talvez por causa dele), nao vou separar o post por cidades: vou falar sobre algo maior, que eh estar nesse arquipelago intra-terrestre.
Para comecar, o que eh o Japao? O Japao eh uma terra de contradicoes. Eh um lugar onde voce pode estar cercado dos mais modernos arranha-ceus e, de repente, a 20 metros dali, estar num templo de 1000 anos, no meio das arvores no mais completo silencio. Onde as pessoas que estavam a honrar seus antepassados, saem para uma slot machine house, com centenas de caca-niqueis gritando e piscando sem parar. Onde ha maquinas para tudo: limpar seus oculos, secar guarda-chuvas, comprar cigarro, bebidas e ateh comida quente. Onde as coisas custam caro, mas o metro te devolve 10 centavos, caso voce nao tenha usado tudo que depositou no cartao. Onde dinheiro eh feito de papel bom e eh mais aceito que cartao. Onde poucos falam ingles (bem), mas todos estao prontos para te ouvir e te ajudar o quanto for necessario. Onde as pessoas gostam de voce pelo que voce eh e nao pelo que voce tem. Onde voce eh livre para vestir o que quiser (literalemente), mas todos os trabalhadores usam terno. Onde todos parecem voar a peh, de trem ou de metro, mas tudo eh feito com calma e cerimonia. Onde todos pensam em todos, mas respeitam as diferencas (sem inveja). Onde os trens voam a 300 quilometros por hora, mas nunca chegam 1 segundo mais cedo do que o previsto. Nem mais tarde (a media anual de atraso dos trens eh 0.3 minutos). Onde voce cruza o pais (a bordo desses mesmos trens) quase no mesmo tempo que voce precisa esperar para comer o sushi do Sushi Dai, no mercado de peixes em Toquio. Onde toda a comunicacao publica eh feita por meio de ilustracoes infantis, mas as criancas tem educacao e maneiras de adultos. Onde tudo eh entregue a voce frente a frente com as duas maos, seguido de uma reverencia (os vendedores saem de tras do balcao para entregar as compras). Onde a natureza nao eh apenas bonita, mas tambem parte da vida cotidiana (Macacos, tartarugas, cervos, etc. Todos vivem livres pela cidade). Onde se fala sobre o Monte Fuji com o mesmo respeito que outros paises falam de Deus. Onde a sexualidade eh contida no ambito publico, mas nao condenada ou escondida. Nao existe certo ou errado, moral ou imoral. Tudo eh certo desde que voce e a outra pessoa queiram fazer. Nao ha falta de pudor ou falsa moral pois todos sao livres e responsaveis pelas proprias escolhas. Eh o pais onde todas as pessoas vivem com um celular na mao, mas voce soh ve duas marcas: Soft Bank e Apple. Onde tudo eh perfeitamente embalado e, normalmente, tao saboroso quanto. Onde voce deve que experimentar de tudo que aparecer pela frente, dormir pelo menos uma noite num Ryokan (hoteis tradicionais), viajar de trem bala, se sentir pequeno perto do Monte Fuji, deixar a historia e a tradicao mudarem o jeito que voce pensa. Para melhor. Eh um pais onde os templos nao tem santos ou decoracoes, pois voce «reza» para os seus antepassados e nao para santos ocos, que nao sao nada mais do que mitos esculpidos em madeira e cobertos de ouro. Onde o jardim mais famoso tem apenas pedras cercadas de cascalho pois o jardim de verdade estah dentro de voce.
Independente de tudo isso, saiba que a experiencia que voce vai ter no Japao vai depender do Japao que voce trouxer consigo na mente e no coracao.
Fui.
A
PS – Assista Lost In Translation, caso ainda nao tenha visto.
To be honest, I don't know how or where to start this post. Even though going to Japan was an old dream, the trip itself happened inside of me and it was a feast for the senses. My boss, who lived in Japan, told me: «Andreas, going to Japan is the closest you can get to going to another planet without leaving Earth». He couldn't be any closer to the truth.
That's why this post will be an avalanche of comments, emotions and sensations I've felt during the trip. I went to the following cities: Tokyo, Hiroshima, Miyajima, Kyoto, Nara and Fujikawaguchiko. The selection was quite random, but it gave a good picture of each remarkable thing about Japan: tradition, culture, nature and history. I suggest you do the same on a first trip to Japan.
But despite the cities I went to (or maybe because of them), I decided to make a general post about the country. About something greater, which is being in those intra-terrestrial islands.
For starters, what is Japan? Japan is a land of contradictions. It's a place where you can be surrounded by the most modern skyscrapers and then, suddenly, 20 meters from there, be inside a 1000 year old temple, in a forest, embraced by the utmost silence. Where people who were honouring their ancenstors, go straight to a slot machine place, where hundreds of machines shout and beep and blink their lights. Where you have machines for everything: cleaning your glasses, drying your umbrella, buy cigarettes, drinks and even hot meals. Where things are expensive, but the metro will give you 10 cents back in case you didn't use up all your credit. Where money is made of good paper and it's more accepted than cards. Where very few people speak English (well), but eveyone is ready to listen and to go out of their way to help you. Where people like you for what you are and not what you have. Where you are free to wear whatever you feel like (literally), but every single employee wears a suit. Where people seem to fly by foot, bus or train, but everything is done slowly as part of a ceremony. Where everyone thinks about everyone, but respect difference (without envy or jealousy). Where trains fly at speeds over 300 km/h, but are never ahead of time. Or behind (last year's average delay was 0.3 minutes). Where you can cross the country (in these very same trains) in the same time it takes you to get a place at Sushi Dai, inside Tokyo's Fish Market. Where all public announcements are made in the form of childish illustrations, but the children are as polite and well behaved as adults. Where everything is handed to you, with both hands, followed by a bow (shop vendors will leave the cashier and walk around the counter just to hand you your items). Where nature is not only beautiful, but part of everyday life (mokeys, turtles, deers, etc. All live freely in the cities). Where you speak of Mount Fuji with the same respect other countries talk about God. Where sexuality is not explicit in public, but also not condemned or hidden. There's no right or wrong, moral or immoral. Everything is right if you and the other party wants to do so. There's no false moral because people are free to choose and responsible for their choices. It's a country where everyone has a phone in their hands 24/7, but you only see 2 brands: Soft Bank and Apple. Where everything is beautifuly packed and tastes just as good. Where you must try every food you come across, sleep at least one night at a Ryokan (traditional hotel), ride the bullet train, feel small next to Mount Fuji, let history and tradition change the way you think. For the better. It's a country where temples have no saints or decoration because you pray for your ancestors and not hollow icons, which are nothing more than myths sculpted in wood and covered in gold. Where the most famous garden has nothing but rocks surrounded by smaller rocks because the real garden is inside of you.
Despite all that, be sure that the experience you will have in Japan will depend on the Japan you take there with you, inside your heart and your mind.
Cheers,
A
PS – Watch Lost In Translation, in case you haven't done so yet.
Friday, April 23, 2010
De volta a Minsk.
Logo depois de Dublin, voltei para Minsk. Fomos para lah comemorar o aniversario do Rondon, que mora aqui em Moscou tambem. Nao eh preciso dizer que tendo dois dias para celebrar, o resultado foi duas ressacas. E uma cabeca careca.
Ao voltar da balada, pensei (e todo mundo concordou) que era hora de ver que aparencia eu teria caso ficasse careca. Ideias daquelas que soh fazem sentido bebado, aas 5 da manha. Sem mais.
Fui.
A
Ao voltar da balada, pensei (e todo mundo concordou) que era hora de ver que aparencia eu teria caso ficasse careca. Ideias daquelas que soh fazem sentido bebado, aas 5 da manha. Sem mais.
Fui.
A
Bem-vindo a Dublin.
Antes de comecar, devo dizer que estou retornando ao antigo formato. O motivo eh simples: os poucos leitores com os quais eu me importo sao brasileiros e querem texto. Logo, no more English (essa eh a unica frase desse post que os estrangeiros vao entender). Vamos lah.
A sensacao que eu tive ao chegar na Irlanda foi a mesma que eu tive ao chegar ao Cazaquistao: "Caramba, nao eh nada do que eu imaginava". O erro, neste caso, nao se deve a um filme (Borat). Talvez mais ateh pela ausencia de um filme. A posicao geografica, a lingua e a tradicao dos pubs, me fez pensar que Dublin era uma mini-Londres. Nada disso.
Para comecar, em Dublin nao se fala soh Ingles. Se fala Ingles e Irlandes, que eh uma lingua descendente dos Celtas (que colonizaram a ilha muito antes dos Ingleses invadirem), e TODAS as placas estao escritas nas duas linguas. Dublin, apesar de ser a maior cidade da Irlanda, eh uma cidade extremamente aconchegante. Dah para fazer tudo a peh e, nao por acaso, voce vai acabar trombando com as mesmas pessoas nas principais vias de pedestres umas 3 vez por dia. Acredite.
Fazer a peh, para mim, contudo, nao significa esquecer dos fatores climaticos, que parecem nao afetar os Irlandeses. Nos dias que eu estive por lah, apesar do Sol, a temperatura estava na faixa dos 5C. Mesmo assim, todo mundo estava na rua de camiseta e shorts. Parecia pegadinha. A qualquer hora, eu estava esperando alguem chegar e dizer: “Ok. Pode relaxar. Olha ali para a camera e de um tchau”. Mas acho que o Silvio Santos eh uma realidade ainda mais distante para eles.
Outra coisa que eu senti em Dublin foi que, mesmo apaixonados por briga, os homens (bebados ou nao) sao menos confrontadores dos que os Ingleses que eu vi em Londres. Se cutucados, saia da frente. Mas, em geral, me pareceram mais afim de barulho e diversao do que violencia.
Dublin tem uma serie de locais historicos que valem a pena conhecer. Nao vou perder tempo falando de cada um deles porque voce vai achar todos eles em qualquer Guia Turistico. Soh sugiro nao perder o pequeno Museu dos Impostos e da Alfandega. Fica atras da Royal Chapel, no Dublin Castle. Eh uma portinha quase invisivel, mas o museu (gratuito) tem varios artigos engracacos, como a privada para traficantes de cocaina. Olha a foto no Flickr.
Uma coisa que voce nao vai ver em nenhum Guia Turistico eh a falta de educacao dos Irlandeses no cinema. TODO MUNDO joga TUDO que sobrou no chao. Pipoca, bala, refrigerante, sanduiche. Todas as fileiras do cinema ficam tomadas de lixo no final de cada sessao. A foto no Flickr nao faz juz aa impressao que voce tem pessoalmente. Eh ateh dificil entender de onde vem essa “tendencia”.
Alem do cinema, foi em Dublin que eu fiz o meu primeiro barbeado profissional. Nao, minha barba nao ficou mais fechada: continua rala e miseravel. O que eu chamo de barbeado profissional eh ser barbeado por um barbeiro. Vale muito a pena. Leva uma meia hora, mas eh quase uma massagem. Toalha quente, cremes, pincel, navalha... Ops... Eh, a parte da navalha da um certo medo, mas eh experiencia. Tem que arriscar.
Uma coincidencia maravilhosa foi a passagem da Dave Matthews Band por Dublin exatamente nas datas que eu estava por lah. Melhor do que isso foi saber que, fora dos EUA, os shows dele sao ainda melhor. Imagine: eu cheguei ao O2 Arena (em Dublin tambem tem) 40 minutos antes do show. Como do lado de fora tudo estava muito calmo, imaginei que teria que me esmagar para chegar perto do palco. Passei pela seguranca e fui para a pista. Na pista (juro para voces), devia ter umas 70 pessoas. Espalhadas. Assistindo ao show de abertura. Comprei uma cerveja e me acomodei em frente ao palco. A pulga atras da orelha comecou a cocar demais quando faltavam 10 minutos e o lugar nao dava sinais de que ia encher. Perguntei: Tem outro palco aqui? Ou a DMB vai tocar aqui mesmo? A resposta foi um simples: Eh aqui mesmo. Assim que o show comecou, notei que o lugar estava quase cheio. Devia ter umas 500 a 1000 pessoas. NADA para o tamanho do lugar. Curti o show de quase 2 horas e meia em frente ao palco e ainda peguei a palheta do Dave. Inacreditavel. Agora jah sei que Dublin eh melhor do que Londres ateh nisso.
Fui.
A
PS - Mesmo em Dublin, dentro da fabrica, a Guinness continua ruim pra cacete.
A sensacao que eu tive ao chegar na Irlanda foi a mesma que eu tive ao chegar ao Cazaquistao: "Caramba, nao eh nada do que eu imaginava". O erro, neste caso, nao se deve a um filme (Borat). Talvez mais ateh pela ausencia de um filme. A posicao geografica, a lingua e a tradicao dos pubs, me fez pensar que Dublin era uma mini-Londres. Nada disso.
Para comecar, em Dublin nao se fala soh Ingles. Se fala Ingles e Irlandes, que eh uma lingua descendente dos Celtas (que colonizaram a ilha muito antes dos Ingleses invadirem), e TODAS as placas estao escritas nas duas linguas. Dublin, apesar de ser a maior cidade da Irlanda, eh uma cidade extremamente aconchegante. Dah para fazer tudo a peh e, nao por acaso, voce vai acabar trombando com as mesmas pessoas nas principais vias de pedestres umas 3 vez por dia. Acredite.
Fazer a peh, para mim, contudo, nao significa esquecer dos fatores climaticos, que parecem nao afetar os Irlandeses. Nos dias que eu estive por lah, apesar do Sol, a temperatura estava na faixa dos 5C. Mesmo assim, todo mundo estava na rua de camiseta e shorts. Parecia pegadinha. A qualquer hora, eu estava esperando alguem chegar e dizer: “Ok. Pode relaxar. Olha ali para a camera e de um tchau”. Mas acho que o Silvio Santos eh uma realidade ainda mais distante para eles.
Outra coisa que eu senti em Dublin foi que, mesmo apaixonados por briga, os homens (bebados ou nao) sao menos confrontadores dos que os Ingleses que eu vi em Londres. Se cutucados, saia da frente. Mas, em geral, me pareceram mais afim de barulho e diversao do que violencia.
Dublin tem uma serie de locais historicos que valem a pena conhecer. Nao vou perder tempo falando de cada um deles porque voce vai achar todos eles em qualquer Guia Turistico. Soh sugiro nao perder o pequeno Museu dos Impostos e da Alfandega. Fica atras da Royal Chapel, no Dublin Castle. Eh uma portinha quase invisivel, mas o museu (gratuito) tem varios artigos engracacos, como a privada para traficantes de cocaina. Olha a foto no Flickr.
Uma coisa que voce nao vai ver em nenhum Guia Turistico eh a falta de educacao dos Irlandeses no cinema. TODO MUNDO joga TUDO que sobrou no chao. Pipoca, bala, refrigerante, sanduiche. Todas as fileiras do cinema ficam tomadas de lixo no final de cada sessao. A foto no Flickr nao faz juz aa impressao que voce tem pessoalmente. Eh ateh dificil entender de onde vem essa “tendencia”.
Alem do cinema, foi em Dublin que eu fiz o meu primeiro barbeado profissional. Nao, minha barba nao ficou mais fechada: continua rala e miseravel. O que eu chamo de barbeado profissional eh ser barbeado por um barbeiro. Vale muito a pena. Leva uma meia hora, mas eh quase uma massagem. Toalha quente, cremes, pincel, navalha... Ops... Eh, a parte da navalha da um certo medo, mas eh experiencia. Tem que arriscar.
Uma coincidencia maravilhosa foi a passagem da Dave Matthews Band por Dublin exatamente nas datas que eu estava por lah. Melhor do que isso foi saber que, fora dos EUA, os shows dele sao ainda melhor. Imagine: eu cheguei ao O2 Arena (em Dublin tambem tem) 40 minutos antes do show. Como do lado de fora tudo estava muito calmo, imaginei que teria que me esmagar para chegar perto do palco. Passei pela seguranca e fui para a pista. Na pista (juro para voces), devia ter umas 70 pessoas. Espalhadas. Assistindo ao show de abertura. Comprei uma cerveja e me acomodei em frente ao palco. A pulga atras da orelha comecou a cocar demais quando faltavam 10 minutos e o lugar nao dava sinais de que ia encher. Perguntei: Tem outro palco aqui? Ou a DMB vai tocar aqui mesmo? A resposta foi um simples: Eh aqui mesmo. Assim que o show comecou, notei que o lugar estava quase cheio. Devia ter umas 500 a 1000 pessoas. NADA para o tamanho do lugar. Curti o show de quase 2 horas e meia em frente ao palco e ainda peguei a palheta do Dave. Inacreditavel. Agora jah sei que Dublin eh melhor do que Londres ateh nisso.
Fui.
A
PS - Mesmo em Dublin, dentro da fabrica, a Guinness continua ruim pra cacete.
Sunday, March 28, 2010
Tripping: Amsterdam.
Fui comemorar o Dia Dos Homens (23 de fevereiro) em Amstedam.
I went to Amsterdam to celebrate Men's Day (23rd of february).
A
Thursday, March 18, 2010
Key West, Miami and Lambo.
Passei por Miami para filmar a nova campanha de Orbit.
I was in Miami last month to shoot the new Orbit campaign.
A
Novo formato - New Format.
Resolvi fazer um teste para agilizar as atualizacoes do blog: video. Ao inves de achar tempo para escrever, edito um video com as coisas mais importantes e faco um resumo visual. Me diga o que voce acha do novo formato, por favor.
I decided to do a test, in order to speed up the updates in the blog: video. Instead of looking for free time to write, I just edit a video with the most important facts and make a visual summary of it all. Let me know what you think of the new format, please.
I decided to do a test, in order to speed up the updates in the blog: video. Instead of looking for free time to write, I just edit a video with the most important facts and make a visual summary of it all. Let me know what you think of the new format, please.
Friday, February 19, 2010
Ano Novo Inesquecivel. Por mais que eu tente apagar da memoria.
Quase dois meses jah se passaram desde que eu fui para o Brasil celebrar Natal e Ano Novo. Mas soh agora consegui arrumar tempo para atualizar o blog. Coisas da vida.
O que contar a respeito da minha passagem pelo Brasil que voce ainda nao sabe? Hmmm… Talvez o cruzeiro de Reveillon.
Fazia tempo que eu queria fazer um cruzeiro. Fiz aquele que voce viu aqui no blog (entre Finlandia e Suecia), mas era soh um dia e quase nao deu para curtir o barco em si. Dessa vez deu.
Cruzeiro nao eh o tipico destino turistico de brasileiro. Brasileiro gosta de variedade e liberdade. Cruzeiro eh coisa de turista Americano ou Europeu que quer o maximo de diversao e alimentacao com o minimo de movimentacao. Ou mais precisamente, como revelou a pesquisa da Royal Caribbean, sao para os:
Overfed,
Newlywed,
Almost dead!
Mesmo nao fazendo parte de nenhum desses grupos, adorei. Se tem uma coisa que eu gosto eh conseguir fazer o maximo de coisas que eu gosto no periodo de um dia. No navio, por ter tudo aa mao, comida sempre disponivel, areas diversas e atividades proibidas em terra (casino), eu consegui achar tempo para fazer tudo que eu queria: estudar Russo, ir na academia, tomar sol, jogar poker, fazer massagem, dancar, etc. O tempo que sobrava entre as atividades, eu usava para comer e dormir. Some tudo isso ao lucro que eu tive no poker durante o cruzeiro (veja o que eu fiz no proximo post) e voce diria que esta foi a melhor viagem do mundo.
Ha Ha Ha. Senta que lah vem a historia (voce jah deve estar sentado, mas essa frase sempre adiciona um pouco de suspense aa narrativa).
Tudo comecou no dia 28 de dezembro, quando um dos responsaveis pelo bar se aproximou do nosso grupo e perguntou: “Voces nao querem garantir a champanhe do reveillon e comprar agora?” Como nao vimos nenhuma desvantagem, resolvemos comprar. Compramos 2 garrafas de Veuve Clicquot e nao pensamos mais no assunto. Dia 31, fomos jantar e nem sinal da champanhe. Durante o jantar, a unica coisa que nohs notamos foi que nosso barco nao parava de navegar para cima e para baixo da Baia de Copacabana. Lah pelas tantas, veio o primeiro banho de agua fria.
Imagine a voz de um Noruegues tentando ser afavel: “Ladies and Gentlemen, unfortunately, due to reasons I cannot understand, our ship has been moved to a different position. I hope we can see anything during the fireworks. Enjoy your dinner.”
(Silencio total no navio.)
Logo depois, veio o Diretor do Cruzeiro, Leo Papa, num tom mais malaco, tipico de quem quer se ausentar de culpa: “Senhoras e senhores, por motivos que nao podemos compreender, a Marinha brasileira estah nos ameacando. Disseram que vao usar a forca caso nao aceitemos colocar o barco mais longe da orla.”
(Mais silencio.)
O silencio era mais nas outras mesas do que na nossa (nohs ainda estavamos pensando nas garrafas que nao chegavam). O motivo de tanto silencio era que o Vision Of The Seas (nosso barco) tinha sido anunciado como “O navio com a melhor vista dos fogos de Copacabana”. E o que estava para acontecer era uma castrofe de proporcoes inimaginaveis…
Mas voltemos ao que importa: eu. Apos o jantar, resolvemos ir ateh a recepcao do navio para entender o que estava acontecendo com a champanhe. Ao chegar lah, vimos uma multidao gritando com a equipe do navio. Pensamos que o problema era a champanhe ateh alguem dizer: “Que champanhe? Voce nao viu onde nosso barco estah?”
Foi entao que resolvemos ir ateh o deck para entender o que estava acontecendo. Para nossa surpresa, o que vimos nao foi a esplendida orla de Copacabana, mas um petroleiro e um barco da marinha com um holofote virado para nohs. De onde estavamos (basta ver a foto), nao deu nem para OUVIR os fogos. Se para nos a desgraca foi pouca, para outros nem tanto. Teve gente que MORA em Copacabana e comprou o pacote com um ano de antecedencia para ver os fogos de frente. Gente que veio de for a do pais, de outras partes do Brasil, etc. Nao aa toa, o resto do Cruzeiro foi quase um motim contra o capitao e a Royal Caribbean.
E, caso voce nao tenha se esquecido de mim, ainda tem a champanhe. A explicacao foi quase tao simploria quanto a do capitao: “Desculpe, mas a Veuve Clicquot acabou. Nohs nao contamos corretamente o numero de garrafas.” Como se fosse facil de engolir. Eu comprei as garrafas dia 28 de dezembro. Qual eh a dificuldade de nao vender as garrafas? Amazing…
O que vai acontecer com a Royal, se vamos receber qualquer tipo de compensacao, se vai acabar em pizza, eu nao sei. Soh sei que mais uma vez consegui uma historia inesquecivel para contar.
Fui.
O que contar a respeito da minha passagem pelo Brasil que voce ainda nao sabe? Hmmm… Talvez o cruzeiro de Reveillon.
Fazia tempo que eu queria fazer um cruzeiro. Fiz aquele que voce viu aqui no blog (entre Finlandia e Suecia), mas era soh um dia e quase nao deu para curtir o barco em si. Dessa vez deu.
Cruzeiro nao eh o tipico destino turistico de brasileiro. Brasileiro gosta de variedade e liberdade. Cruzeiro eh coisa de turista Americano ou Europeu que quer o maximo de diversao e alimentacao com o minimo de movimentacao. Ou mais precisamente, como revelou a pesquisa da Royal Caribbean, sao para os:
Overfed,
Newlywed,
Almost dead!
Mesmo nao fazendo parte de nenhum desses grupos, adorei. Se tem uma coisa que eu gosto eh conseguir fazer o maximo de coisas que eu gosto no periodo de um dia. No navio, por ter tudo aa mao, comida sempre disponivel, areas diversas e atividades proibidas em terra (casino), eu consegui achar tempo para fazer tudo que eu queria: estudar Russo, ir na academia, tomar sol, jogar poker, fazer massagem, dancar, etc. O tempo que sobrava entre as atividades, eu usava para comer e dormir. Some tudo isso ao lucro que eu tive no poker durante o cruzeiro (veja o que eu fiz no proximo post) e voce diria que esta foi a melhor viagem do mundo.
Ha Ha Ha. Senta que lah vem a historia (voce jah deve estar sentado, mas essa frase sempre adiciona um pouco de suspense aa narrativa).
Tudo comecou no dia 28 de dezembro, quando um dos responsaveis pelo bar se aproximou do nosso grupo e perguntou: “Voces nao querem garantir a champanhe do reveillon e comprar agora?” Como nao vimos nenhuma desvantagem, resolvemos comprar. Compramos 2 garrafas de Veuve Clicquot e nao pensamos mais no assunto. Dia 31, fomos jantar e nem sinal da champanhe. Durante o jantar, a unica coisa que nohs notamos foi que nosso barco nao parava de navegar para cima e para baixo da Baia de Copacabana. Lah pelas tantas, veio o primeiro banho de agua fria.
Imagine a voz de um Noruegues tentando ser afavel: “Ladies and Gentlemen, unfortunately, due to reasons I cannot understand, our ship has been moved to a different position. I hope we can see anything during the fireworks. Enjoy your dinner.”
(Silencio total no navio.)
Logo depois, veio o Diretor do Cruzeiro, Leo Papa, num tom mais malaco, tipico de quem quer se ausentar de culpa: “Senhoras e senhores, por motivos que nao podemos compreender, a Marinha brasileira estah nos ameacando. Disseram que vao usar a forca caso nao aceitemos colocar o barco mais longe da orla.”
(Mais silencio.)
O silencio era mais nas outras mesas do que na nossa (nohs ainda estavamos pensando nas garrafas que nao chegavam). O motivo de tanto silencio era que o Vision Of The Seas (nosso barco) tinha sido anunciado como “O navio com a melhor vista dos fogos de Copacabana”. E o que estava para acontecer era uma castrofe de proporcoes inimaginaveis…
Mas voltemos ao que importa: eu. Apos o jantar, resolvemos ir ateh a recepcao do navio para entender o que estava acontecendo com a champanhe. Ao chegar lah, vimos uma multidao gritando com a equipe do navio. Pensamos que o problema era a champanhe ateh alguem dizer: “Que champanhe? Voce nao viu onde nosso barco estah?”
Foi entao que resolvemos ir ateh o deck para entender o que estava acontecendo. Para nossa surpresa, o que vimos nao foi a esplendida orla de Copacabana, mas um petroleiro e um barco da marinha com um holofote virado para nohs. De onde estavamos (basta ver a foto), nao deu nem para OUVIR os fogos. Se para nos a desgraca foi pouca, para outros nem tanto. Teve gente que MORA em Copacabana e comprou o pacote com um ano de antecedencia para ver os fogos de frente. Gente que veio de for a do pais, de outras partes do Brasil, etc. Nao aa toa, o resto do Cruzeiro foi quase um motim contra o capitao e a Royal Caribbean.
E, caso voce nao tenha se esquecido de mim, ainda tem a champanhe. A explicacao foi quase tao simploria quanto a do capitao: “Desculpe, mas a Veuve Clicquot acabou. Nohs nao contamos corretamente o numero de garrafas.” Como se fosse facil de engolir. Eu comprei as garrafas dia 28 de dezembro. Qual eh a dificuldade de nao vender as garrafas? Amazing…
O que vai acontecer com a Royal, se vamos receber qualquer tipo de compensacao, se vai acabar em pizza, eu nao sei. Soh sei que mais uma vez consegui uma historia inesquecivel para contar.
Fui.
Monday, January 11, 2010
New York. Old York. Always York.
Dizem que depois de morar um tempo em Nova Iorque, a cidade penetra em voce e nao sai nunca. Tipo um virus que estah sempre na sua corrente sanguinea e, de vez em quando, resolve atacar. A vantagem de Nova Iorque eh que o comichao nao aparece porque um dia voce bebeu demais e fez algo duvidoso com alguem mais duvidoso ainda: ele aparece porque a cidade tem tudo que voce gosta em abundancia e variedade.
Por sorte, quando a coceirinha comecou, pintou um trabalho para fazer em Nova Iorque. Como era uma campanha grande, nos tivemos que ir bem antes da filmagem e voltar depois da edicao. Isso, em outras palavras, significa: tempo para curtir o que a cidade tem para oferecer.
A primeira parada, logo no primeiro dia, foi o Gotham Comedy Club, para ver um pouco de stand up comedy. Por sorte (como sempre), era noite com estrelas, apresentado pelo ator Anthony Anderson, com direito a shows do Tony Rock (irmao do Chris Rock) e outros. Isso foi soh o aquecimento para o dia seguinte.
Segundo dia, segunda-feira, dia de ver um dos meus maiores idolos ao vivo: Woody Allen. Apesar de nao ve-lo fazendo o que ele faz de melhor, passar a noite a meio metro dele se divertindo foi inesquecivel. Ele ainda teve chance de fazer algumas piadas, apesar da timidez. Clique aqui para ver ele ao vivo.
No terceiro dia, por sorte, aconteceu o show de lancamento do novo disco do John Mayer. Os ingressos se esgotaram em 10 minutos e eu nao tinha o meu, mas resolvi dar uma de brasileiro e comprar na porta. Como eu nao sabia o quanto os ingressos custavam, me propus a gastar US$XX e entrar no show. Logo na esquina, um figura se aproximou e ofereceu um ingresso. Vendo que mais para frente jah ficava perto da seguranca, resolvi comprar. Me custou 2/3 do US$XX. Achei que tinha feito um bom negocio ateh chegar na porta e ver a luz vermelha do aparelhinho do seguranca. FAKE. Toca a procurar o figura. Obviamente, ele jah tinha sumido. Achei um grupo de cambistas e eles me prometeram ir ateh a fila comigo por 1/3 dos US$XX. Concordei e, dessa vez, entrei. No final, o valor acabou sendo exatamente o que eu tinha me proposto a pagar e assisti a um show que eu queria ver ha anos.
O quarto e quinto dia foram dedicados ao trabalho. Tivemos filmagem das 7h da manha aas 21h em ambos os dias. Foi puxado, mas a producao compensou muito. No salao de festas de um hotel mequetrefe de Nova Jersey, eles recriaram um boteco brasileiro e um palacio indiano. Pode ver nas fotos. Eh inacreditavel o que eles fizeram. E como brasileiro e indiano nao falta em Nova Iorque, o casting tambem foi perfeito.
De volta aa diversao, era hora de ver a pessoa mais importante. O mestre, o incomparavel (nas palavras dele): Jerry Seinfeld. Para isso, tive que pegar 4 horas de onibus ateh uma reserva indigena onde fica o casino de FoxWoods, o maior do mundo. O cassino, apesar do tamanho, eh aquela coisa brega que americano adora: um Beto Carrero World depois de tomar bomba. Mas nao importa porque eu estava lah par aver Jerry Seinfeld. Eu e o mundo. Auditorio lotado e uma atmosfera comum que soava assim “nao acredito que eu vou ver o Seinfeld”. Todo mundo tinha um meio sorriso nos labios, se entreolhando como cumplices de um crime prestes a acontecer. Ele, claro, deitou e rolou em nos, sabendo que qualquer coisa que ele dissesse seria seguido de risos e palmas sem fim. Parecia um magico numa festa da AACD, de tao facil. Ah, antes que eu me esqueca, eu tambem tive problemas com o ingresso lah. Apesar de ter comprado com antecedencia, me ferrei. Comprei pelo site o ingresso mais caro, na fileira C, asento 14. Pensei “to na boca do palco”. Haha, ledo engano. Era C14 do balcao. Dali, o Seinfeld ficaria menor do a bola de futebol da arquibancada do Morumbi. Voltei da recepcao e comprei outro. Coisas da vida.
Para fechar a viagem, resolvi ir ao show do Robin Williams, que voltou depois de uma cirurgia no coracao. Ao assistir o show, entendi a razao do enfarte: ele fala 128 palavras por segundo, com uma media de 45,7 piadas por minuto. Voce mal consegue acompanhar o raciocinio dele. As vezes, voce ri porque estao rindo ao seu lado, enquanto seu cerebro tenta processar a antepenultima piada que voce ainda nao entendeu. Mas eh impressionante. E vale a pena. Eu nao era fan dele, mas virei depois do show (Opa!, Virei fan! Soh isso!). Se voce estiver em Nova Iorque, matando a saudade, o comichao ou pela primeira vez nao perca. Se perder, nao tem problema: garanto que voce volta para lah.
Fui.
Por sorte, quando a coceirinha comecou, pintou um trabalho para fazer em Nova Iorque. Como era uma campanha grande, nos tivemos que ir bem antes da filmagem e voltar depois da edicao. Isso, em outras palavras, significa: tempo para curtir o que a cidade tem para oferecer.
A primeira parada, logo no primeiro dia, foi o Gotham Comedy Club, para ver um pouco de stand up comedy. Por sorte (como sempre), era noite com estrelas, apresentado pelo ator Anthony Anderson, com direito a shows do Tony Rock (irmao do Chris Rock) e outros. Isso foi soh o aquecimento para o dia seguinte.
Segundo dia, segunda-feira, dia de ver um dos meus maiores idolos ao vivo: Woody Allen. Apesar de nao ve-lo fazendo o que ele faz de melhor, passar a noite a meio metro dele se divertindo foi inesquecivel. Ele ainda teve chance de fazer algumas piadas, apesar da timidez. Clique aqui para ver ele ao vivo.
No terceiro dia, por sorte, aconteceu o show de lancamento do novo disco do John Mayer. Os ingressos se esgotaram em 10 minutos e eu nao tinha o meu, mas resolvi dar uma de brasileiro e comprar na porta. Como eu nao sabia o quanto os ingressos custavam, me propus a gastar US$XX e entrar no show. Logo na esquina, um figura se aproximou e ofereceu um ingresso. Vendo que mais para frente jah ficava perto da seguranca, resolvi comprar. Me custou 2/3 do US$XX. Achei que tinha feito um bom negocio ateh chegar na porta e ver a luz vermelha do aparelhinho do seguranca. FAKE. Toca a procurar o figura. Obviamente, ele jah tinha sumido. Achei um grupo de cambistas e eles me prometeram ir ateh a fila comigo por 1/3 dos US$XX. Concordei e, dessa vez, entrei. No final, o valor acabou sendo exatamente o que eu tinha me proposto a pagar e assisti a um show que eu queria ver ha anos.
O quarto e quinto dia foram dedicados ao trabalho. Tivemos filmagem das 7h da manha aas 21h em ambos os dias. Foi puxado, mas a producao compensou muito. No salao de festas de um hotel mequetrefe de Nova Jersey, eles recriaram um boteco brasileiro e um palacio indiano. Pode ver nas fotos. Eh inacreditavel o que eles fizeram. E como brasileiro e indiano nao falta em Nova Iorque, o casting tambem foi perfeito.
De volta aa diversao, era hora de ver a pessoa mais importante. O mestre, o incomparavel (nas palavras dele): Jerry Seinfeld. Para isso, tive que pegar 4 horas de onibus ateh uma reserva indigena onde fica o casino de FoxWoods, o maior do mundo. O cassino, apesar do tamanho, eh aquela coisa brega que americano adora: um Beto Carrero World depois de tomar bomba. Mas nao importa porque eu estava lah par aver Jerry Seinfeld. Eu e o mundo. Auditorio lotado e uma atmosfera comum que soava assim “nao acredito que eu vou ver o Seinfeld”. Todo mundo tinha um meio sorriso nos labios, se entreolhando como cumplices de um crime prestes a acontecer. Ele, claro, deitou e rolou em nos, sabendo que qualquer coisa que ele dissesse seria seguido de risos e palmas sem fim. Parecia um magico numa festa da AACD, de tao facil. Ah, antes que eu me esqueca, eu tambem tive problemas com o ingresso lah. Apesar de ter comprado com antecedencia, me ferrei. Comprei pelo site o ingresso mais caro, na fileira C, asento 14. Pensei “to na boca do palco”. Haha, ledo engano. Era C14 do balcao. Dali, o Seinfeld ficaria menor do a bola de futebol da arquibancada do Morumbi. Voltei da recepcao e comprei outro. Coisas da vida.
Para fechar a viagem, resolvi ir ao show do Robin Williams, que voltou depois de uma cirurgia no coracao. Ao assistir o show, entendi a razao do enfarte: ele fala 128 palavras por segundo, com uma media de 45,7 piadas por minuto. Voce mal consegue acompanhar o raciocinio dele. As vezes, voce ri porque estao rindo ao seu lado, enquanto seu cerebro tenta processar a antepenultima piada que voce ainda nao entendeu. Mas eh impressionante. E vale a pena. Eu nao era fan dele, mas virei depois do show (Opa!, Virei fan! Soh isso!). Se voce estiver em Nova Iorque, matando a saudade, o comichao ou pela primeira vez nao perca. Se perder, nao tem problema: garanto que voce volta para lah.
Fui.
Tuesday, November 17, 2009
Na volta de Praga, que furada. Literalmente.
Ao voltar de Praga, notei que meu pneu da frente estava murcho. Pensei comigo: ou eh azar, ou eh algum vizinho desgracento que nao gostou de onde eu estacionei.
Coloquei as malas em casa e desci para resolver o que parecia ser um simples contratempo. Ao abrir o porta-malas para pegar a bomba de ar, notei que as coisas no meu porta-malas estavam todas baguncadas. Havia pedacos de plastico e tecido esgarcado por toda parte. Achei estranho, mas pensei comigo: Eu devo estar dirigindo meio rapido para ter causado tudo isso.
Caminhei ateh a roda da frente e me abaixei para tirar a tampinha do pneu. Nesse momento, notei um ornamento novo no meu carro: um furo na porta. Ainda dei credito para a raiva dos vizinhos pensando "Caramba, deram uma martelada no meu carro..." (a inocencia do ser humano aqui nao tem limites). Tentei encher o pneu e nada. Ao voltar para a parte de tras do carro para pegar o estepe, notei outro furo na lataria. Este em angulo e num lugar pouco propenso a traquinagens. Olhei bem o furo e finalmente entendi que eram buracos de bala. Tres... (Esses tres pontinhos no final da frase sao ilustrativos).
Parece que um businessman foi morto enquanto eu estava viajando e meu carro estava na linha de fogo. Percebi que outros carros tambem estavam furados, mas eu, por ter estacionado corretamente (nunca faca isso em Moscou), levei a pior. Agora o carro estah parado ateh o final da investigacao.
O lado bom de toda essa historia eh que 4 dias antes do acontecido, eu consegui achar tempo para refazer o seguro que estava vencido ha semanas. Coisas da vida.
Fui.
Coloquei as malas em casa e desci para resolver o que parecia ser um simples contratempo. Ao abrir o porta-malas para pegar a bomba de ar, notei que as coisas no meu porta-malas estavam todas baguncadas. Havia pedacos de plastico e tecido esgarcado por toda parte. Achei estranho, mas pensei comigo: Eu devo estar dirigindo meio rapido para ter causado tudo isso.
Caminhei ateh a roda da frente e me abaixei para tirar a tampinha do pneu. Nesse momento, notei um ornamento novo no meu carro: um furo na porta. Ainda dei credito para a raiva dos vizinhos pensando "Caramba, deram uma martelada no meu carro..." (a inocencia do ser humano aqui nao tem limites). Tentei encher o pneu e nada. Ao voltar para a parte de tras do carro para pegar o estepe, notei outro furo na lataria. Este em angulo e num lugar pouco propenso a traquinagens. Olhei bem o furo e finalmente entendi que eram buracos de bala. Tres... (Esses tres pontinhos no final da frase sao ilustrativos).
Parece que um businessman foi morto enquanto eu estava viajando e meu carro estava na linha de fogo. Percebi que outros carros tambem estavam furados, mas eu, por ter estacionado corretamente (nunca faca isso em Moscou), levei a pior. Agora o carro estah parado ateh o final da investigacao.
O lado bom de toda essa historia eh que 4 dias antes do acontecido, eu consegui achar tempo para refazer o seguro que estava vencido ha semanas. Coisas da vida.
Fui.
Bem-vindos a Praga, com algumas mudancas.
Tem gente que acha o aquecimento global uma coisa ruim. Eu, que gosto de viajar, nao acho. Gracas a ele, eu tenho que viajar mais para filmar. Isso porque, na Russia, onde deveria ter neve, nao tem.
Nesse caso, nada melhor do que ir para Praga. Sim, eu sei que o clima lah eh mais ameno que o de Moscou, mas a industria cinematografica compensa. Por duas noites, nos fizemos nevar num parque inteiro. Curiosamente, assim que o lugar estava coberto de neve, a gente comecava a sentir mais frio. Vai entender.
As outras mudancas que valeram a viagem foram o Relogio Astronomico que, finalmente, estah reformado (e lindo). Ateh hoje eu soh tinha fotos do tapume de obras (Nossa, que interessante voce deve estar se perguntando. Nao? Claro que nao.). Outra coisa foi experimentar o Spa Wafer, especialidade da cidade. Muito melhor que o wafer Tostines e muito mais crocante. Pena que para manter a forma tem que manerar na quantidade.
E o mais inesperado estava por vir...
Nesse caso, nada melhor do que ir para Praga. Sim, eu sei que o clima lah eh mais ameno que o de Moscou, mas a industria cinematografica compensa. Por duas noites, nos fizemos nevar num parque inteiro. Curiosamente, assim que o lugar estava coberto de neve, a gente comecava a sentir mais frio. Vai entender.
As outras mudancas que valeram a viagem foram o Relogio Astronomico que, finalmente, estah reformado (e lindo). Ateh hoje eu soh tinha fotos do tapume de obras (Nossa, que interessante voce deve estar se perguntando. Nao? Claro que nao.). Outra coisa foi experimentar o Spa Wafer, especialidade da cidade. Muito melhor que o wafer Tostines e muito mais crocante. Pena que para manter a forma tem que manerar na quantidade.
E o mais inesperado estava por vir...
No coracao de duas epidemias.
Semana passada, fui para Kiev comemorar o aniversario de um amigo meu. Foi tempo suficiente para ver os efeitos de duas epidemias que estao se alastrando pelo Leste Europeu: Halloween e Gripe Suina.
O Halloween entrou para o calendario de datas comemorativas (nao oficiais) quase com tanta forca quanto um feriado nacional. Eh o Carnaval deles, a chance para se fantasiar e soltar (ainda mais) a franga. Todos os bares, clubes e casas de show organizam suas festas aa fantasia e fazem de tudo para ter voce como convidados em ambas as noites (branca e preta). Apesar da crescente popularidade do Halloween, a maioria dos lugares estava vazia. E a razao era a outra epidemia.
Desde umas fotos que eu vi de Nova Iorque, no comeco dessa onda, onde as pessoas estavam andando de mascara no Central Park, nao vi nada parecido com o que eu presenciei em Kiev. Todo mundo (que conseguiu comprar uma antes de esgotar) estava de mascara. Na rua, no mercado, no shopping. O engracado eh que as mascaras soh ajudam a piorar a situacao, criando mais tensao, porque o ar entra pelos lados e com o virus. No Oeste da Ucrania, as escolas, bares e restaurantes ficaram semanas fechados. Dizem que eh uma questao politica, coisa inventada. A julgar pela minha saude, pode ateh ser.
Fui.
O Halloween entrou para o calendario de datas comemorativas (nao oficiais) quase com tanta forca quanto um feriado nacional. Eh o Carnaval deles, a chance para se fantasiar e soltar (ainda mais) a franga. Todos os bares, clubes e casas de show organizam suas festas aa fantasia e fazem de tudo para ter voce como convidados em ambas as noites (branca e preta). Apesar da crescente popularidade do Halloween, a maioria dos lugares estava vazia. E a razao era a outra epidemia.
Desde umas fotos que eu vi de Nova Iorque, no comeco dessa onda, onde as pessoas estavam andando de mascara no Central Park, nao vi nada parecido com o que eu presenciei em Kiev. Todo mundo (que conseguiu comprar uma antes de esgotar) estava de mascara. Na rua, no mercado, no shopping. O engracado eh que as mascaras soh ajudam a piorar a situacao, criando mais tensao, porque o ar entra pelos lados e com o virus. No Oeste da Ucrania, as escolas, bares e restaurantes ficaram semanas fechados. Dizem que eh uma questao politica, coisa inventada. A julgar pela minha saude, pode ateh ser.
Fui.
Thursday, October 29, 2009
Novo blog.
Como eu jah falei aqui em outro post, Moscou eh a capital do mau gosto. Principalmente quando sobra dinheiro. Os exemplos sao tantos e tao bizarros que eu resolvi criar um fotoblog soh com essas maravilhas (nota do autor: leia a ultima palavra entre aspas, por favor). Coloquei o link aqui e ali do lado para voce rir de vez em quando.
http://moscowcars.blogspot.com/
Nice.
http://moscowcars.blogspot.com/
Nice.
Bem-vindo a Amsterdam. (De novo?)
Como eu jah falei em outros posts sobre Amsterdam, esse post vai ser bem curtinho. Uma coisa que eu notei dessa vez foram as regulagens de agua quente e agua fria que funcionam inversamente.
A principio, pensei que era uma ideia boba ou tradicao sem muita razao de ser. Depois de usar algumas vezes, percebi que o sistema eh muito mais logico e conveniente do que o nosso
Pode fazer o teste (confira se ninguem estah olhando antes para nao parecer louco). Estique os bracos. Agora gire as maos no sentido horario, por exemplo. Agora, gire uma mao no sentido horario e outra no sentido anti-horario. Melhor, nao?
Uma ducha de agua fria no nosso sistema. Pessimo trocadilho...
Fui.
A principio, pensei que era uma ideia boba ou tradicao sem muita razao de ser. Depois de usar algumas vezes, percebi que o sistema eh muito mais logico e conveniente do que o nosso
Pode fazer o teste (confira se ninguem estah olhando antes para nao parecer louco). Estique os bracos. Agora gire as maos no sentido horario, por exemplo. Agora, gire uma mao no sentido horario e outra no sentido anti-horario. Melhor, nao?
Uma ducha de agua fria no nosso sistema. Pessimo trocadilho...
Fui.
Bonito na foto, feio no video.
Por coincidencia, nas mesmas datas em que estavamos usando o autodromo, rolou o Racing School no Autodromo do Algarve. Eh um misto de aula de pilotagem e direcao defensiva com carros (no minimo) divertidos.
O dia comeca com o Moose Test, uma prova criada na Escandinavia para voce aprender a reagir quando um alce aparece na estrada (No Brasil, seria chamado de Teste da Vaca ou do Jumento. Afinal, alce eh coisa de primeiro mundo). Basicamente, voce tem que se dirigir ao obstaculo a 90 km/h e desviar sem frear e sem derrubar todos os cones da pista. Esse desafio eh feito aa bordo de um Golf Turbo.
A segunda prova eh menos desafiadora e muito mais divertida. Eh uma simulacao de oleo na pista, feita aa bordo de uma BMW M3 (miseros 450 cavalos). No seco o carro jah derraparia. Com oleo e chuva, foi o verdadeiro Holiday On Ice. O legal do teste eh que a primeira volta eh feita com todos os auxilios ligados: controle de tracao, aceleracao, ABS, etc. A segunda eh feita com tudo desligado e o carro vai meio ao deus dara. Eh derrapada para todo lado. Fast & Furious Portugal Drifting.
Depois de cobrir o basico, eh hora de ir para a pista. 4 voltas aa bordo de uma Porsche Cayman. Ao inves de descrever em detalhe o que foram essas voltas, sugiro voce assistir o video e ver a minha cara. Na foto, cheio de pompa. No video, uma loira tentando resolver uma equacao de fisica quantica. Minha cara atonita estah impagavel. Eh o que acontece quando um amador tenta controlar uma Porsche, numa pista que ele nao conhece, com cambio borboleta e um piloto gritando na sua orelha (gritando mesmo porque o sistema de audio nao estava funcionando). Pode curtir.
Fui.
O dia comeca com o Moose Test, uma prova criada na Escandinavia para voce aprender a reagir quando um alce aparece na estrada (No Brasil, seria chamado de Teste da Vaca ou do Jumento. Afinal, alce eh coisa de primeiro mundo). Basicamente, voce tem que se dirigir ao obstaculo a 90 km/h e desviar sem frear e sem derrubar todos os cones da pista. Esse desafio eh feito aa bordo de um Golf Turbo.
A segunda prova eh menos desafiadora e muito mais divertida. Eh uma simulacao de oleo na pista, feita aa bordo de uma BMW M3 (miseros 450 cavalos). No seco o carro jah derraparia. Com oleo e chuva, foi o verdadeiro Holiday On Ice. O legal do teste eh que a primeira volta eh feita com todos os auxilios ligados: controle de tracao, aceleracao, ABS, etc. A segunda eh feita com tudo desligado e o carro vai meio ao deus dara. Eh derrapada para todo lado. Fast & Furious Portugal Drifting.
Depois de cobrir o basico, eh hora de ir para a pista. 4 voltas aa bordo de uma Porsche Cayman. Ao inves de descrever em detalhe o que foram essas voltas, sugiro voce assistir o video e ver a minha cara. Na foto, cheio de pompa. No video, uma loira tentando resolver uma equacao de fisica quantica. Minha cara atonita estah impagavel. Eh o que acontece quando um amador tenta controlar uma Porsche, numa pista que ele nao conhece, com cambio borboleta e um piloto gritando na sua orelha (gritando mesmo porque o sistema de audio nao estava funcionando). Pode curtir.
Fui.
Monday, October 19, 2009
Bem-vindo a Lagos, Portugal. Se voce conseguir chegar...
Mes passado, fomos para Portugal filmar o primeiro comercial para nosso novo cliente. Esperava ir para Lisboa (onde ficam as maiores produtoras do pais), mas acharam um autodromo mais novo e mais barato no Algarve. Lah jah foram filmados outros comerciais usando carros de corrida, mas ateh voce conhecer em detalhes o local, todos parecem iguais. Mas isso nao vem ao caso agora.
A longa viagem aa ponta da Europa foi ainda mais longa do que o esperado. Essa placa ai da foto foi vista entre Lisboa e Faro, trecho que normalmente toma 45 minutos do seu tempo. No nosso caso, tomou quase 4 horas. Isso porque os pilotos da TAM estavam de greve e nos tivemos que fazer o trecho de onibus. O que me surpreendeu nessa historia toda nao foi o onibus: foi a TAM. Para comecar, logo ao descer do aviao, disseram que o voo poderia ser cancelado devido aa greve. Caso fosse cancelado, nao haveria compensacao. Por isso, disseram eles, corra para o check-in (que ficava em outro terminal). Depois de uma longa jornada, chegamos ao terminal domestico, onde o panico estava instalado. Turistas alemaes, que provavelmente nem sabem o que as palavras "greve" e "desorganizacao" significam, gesticulavam com os funcionarios da TAP para ter certeza que chegariam ao seu destino com as malas. Ah, as malas... Sim... Depois de terem nos explicado que iriamos de onibus ateh Lagos, nos fizeram voltar ateh o terminal internacional (de onibus), carregar a bagagem pelo aeroporto e subir (nao aos ceus, mas) no onibus. Coisa de... Bem, para tornar a viagem ainda mais interessante nossa unica parada na estrada foi enriquecida com a perda de um passageiro. Imagine soh. Perder um passageiro na estrada. Eh demais.
Enfim, chegamos. O tempo estava otimo e, se nao fosse pela quantidade de idosos no hotel, daria para achar que eu estava de ferias. Lagos eh uma cidade supercharmosa. Minuscula, mas charmosa. Tem as calcadas do Rio e de Santos, o acabamento de Salvador e a comida portuguesa. Delicia. Fora isso, tem tambem uma quantidade incrivel de imigrantes do Leste Europeu. A gente falava mais russo do que portugues por lah.
Amanha escrevo sobre as aventuras no autodromo.
Fui.
A longa viagem aa ponta da Europa foi ainda mais longa do que o esperado. Essa placa ai da foto foi vista entre Lisboa e Faro, trecho que normalmente toma 45 minutos do seu tempo. No nosso caso, tomou quase 4 horas. Isso porque os pilotos da TAM estavam de greve e nos tivemos que fazer o trecho de onibus. O que me surpreendeu nessa historia toda nao foi o onibus: foi a TAM. Para comecar, logo ao descer do aviao, disseram que o voo poderia ser cancelado devido aa greve. Caso fosse cancelado, nao haveria compensacao. Por isso, disseram eles, corra para o check-in (que ficava em outro terminal). Depois de uma longa jornada, chegamos ao terminal domestico, onde o panico estava instalado. Turistas alemaes, que provavelmente nem sabem o que as palavras "greve" e "desorganizacao" significam, gesticulavam com os funcionarios da TAP para ter certeza que chegariam ao seu destino com as malas. Ah, as malas... Sim... Depois de terem nos explicado que iriamos de onibus ateh Lagos, nos fizeram voltar ateh o terminal internacional (de onibus), carregar a bagagem pelo aeroporto e subir (nao aos ceus, mas) no onibus. Coisa de... Bem, para tornar a viagem ainda mais interessante nossa unica parada na estrada foi enriquecida com a perda de um passageiro. Imagine soh. Perder um passageiro na estrada. Eh demais.
Enfim, chegamos. O tempo estava otimo e, se nao fosse pela quantidade de idosos no hotel, daria para achar que eu estava de ferias. Lagos eh uma cidade supercharmosa. Minuscula, mas charmosa. Tem as calcadas do Rio e de Santos, o acabamento de Salvador e a comida portuguesa. Delicia. Fora isso, tem tambem uma quantidade incrivel de imigrantes do Leste Europeu. A gente falava mais russo do que portugues por lah.
Amanha escrevo sobre as aventuras no autodromo.
Fui.
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