Semana retrasada, voltei aas aulas. Ou melhor, ao paraiso: Calafat, Espanha. Lah estah um dos autodromos mais perfeitos para quem gosta de moto. Ano passado eu tinha ido para lah reaprender a andar de moto. Este ano, fui para lah limar as rebarbas. E que rebarbas. Quanto melhor a gente acha que pilota, pior estah pilotando. Cada detalhe muda tudo. Inclusive a sua confianca nas curvas.
Gracas aos Deuses da California Superbike School, aperfeicoei muito a tecnica (apesar de estar longe da perfeicao) nas curvas, a ponto de colocar o joelho no chao em todas as curvas, de direita e esquerda, de alta e baixa velocidade. Este ano tambem foi especial porque parte das licoes foram dadas por Keith Code (que voce provavelmente nao conhece), o maior instrutor de motociclismo de todos os tempos e criador da Escola (com “e” maiusculo mesmo).
Agora eh praticar nos terriveis autodromos de Moscou durante o verao ateh chegar a hora de ir para Almeria, Espanha, para melhorar os tempos de volta e a visao periferica, que ainda tem muito a melhorar. Pode conferir aqui no video.
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Two weeks ago, I went back to school. Better yet: back to paradise: Calafat, Spain. There is where you can find one of the best racetracks in the world for motorbikes. This year, I went there to sharpen the (still very rough) edges. It’s amazing: the better you think you are riding, the worse you are actually riding. Each detail changes everything. Especially your confidence going through the turns.
Thank God(s from the California Superbike School,), I was able to perfect my technique (even though it’s still faaaar from perfect) to the point where I could touch the tarmac with my knee in every turn, right or left, fast or slow. This year was also special because part of the lessons were given by Keith Code (someone you probably never heard of) himself, the best racing instructor of all times, and founder of the School (with a capital “s”).
Now all I have left is to practice in the terrible tracks around Moscow during the summer and wait for the moment I can fly to Almeria, Spain, to lower my lap times in general and my peripheral vision that also needs a lot of improvement. Check the video.
Saturday, May 14, 2011
Sunday, May 08, 2011
Coisas que eu achei que jah tivesse contado 4/4.
Things I thought I’d told you 4/4.
Tem uma diferenca enorme entre o que um russo entende por arte de rua e voce. Voce provavelmente pensa em grafite, performance ou meninos de rua que estao sendo treinados por alguma ONG. O Russo pensa em arte arte.
Em Moscou, a democratizacao da arte chega ao ponto de a arte ir ateh voce. E de graca (que eh ainda melhor do que os precos especiais para russos em museus e gaelrias). As grandes pinturas que estao nos museus tambem estao espalhadas pela cidade. Sao replicas aa prova de chuva (porque vandalismo nao tem), com moldura, texto explicativo e uma indicacao de onde voce pode ver o original, caso ainda queira.
Para mim, a cidade fica nao soh mais bonita, mas tambem com um ar mais caseiro. Afinal, soh em casa a gente ve pinturas na parede, ne?
Fui.
_________________________
There’s a huge difference between what a Russian might understand as “street art” and what you might. You might think of graffiti, street performances and so on. A Russian will think of art itself.
In Moscow, the democratization of arts has come to the point of taking the art to you, wherever you are. And for free (which is even better than the special price Russians pay at museums and art galleries). The masterpieces are scattered around the city. They are weatherproof (since there’s no vandalism) replicas, with frame, description and a sign telling you where you could see the original one, in case you still want to.
I think this makes the city not only more beautiful, but also more cosy. It feels more like home. After all, that where we see paintings hanging on the wall, right?
And over.
Em Moscou, a democratizacao da arte chega ao ponto de a arte ir ateh voce. E de graca (que eh ainda melhor do que os precos especiais para russos em museus e gaelrias). As grandes pinturas que estao nos museus tambem estao espalhadas pela cidade. Sao replicas aa prova de chuva (porque vandalismo nao tem), com moldura, texto explicativo e uma indicacao de onde voce pode ver o original, caso ainda queira.
Para mim, a cidade fica nao soh mais bonita, mas tambem com um ar mais caseiro. Afinal, soh em casa a gente ve pinturas na parede, ne?
Fui.
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There’s a huge difference between what a Russian might understand as “street art” and what you might. You might think of graffiti, street performances and so on. A Russian will think of art itself.
In Moscow, the democratization of arts has come to the point of taking the art to you, wherever you are. And for free (which is even better than the special price Russians pay at museums and art galleries). The masterpieces are scattered around the city. They are weatherproof (since there’s no vandalism) replicas, with frame, description and a sign telling you where you could see the original one, in case you still want to.
I think this makes the city not only more beautiful, but also more cosy. It feels more like home. After all, that where we see paintings hanging on the wall, right?
And over.
Coisas que eu achei que jah tivesse contado 3/4.
Things I thought I’d told you 3/4.
Na Russia, “ateh que a morte nos separe” nao eh suficiente. Por aqui, a tradicao eh garantir a uniao com um cadeado. Depois da cerimonia, os casais e amigos rodam a cidade parando e tirando foto em todos os monumentos. Ao final desta excursao, os pombos chegam aa Ponte dos Apaixonados, colocam um cadeado com o nome dos dois numa arvore de ferro (ou na propria ponte) e jogam a chave no rio Moscou.
O que me faz perguntar: serah que na hora do divorcio, alem de advogado, eles tem que chamar um chaveiro?
Fui.
__________________________
In Russia, “till death do us part” isn’t enough. Here, the holy union is guaranteed by a metal lock. After the ceremony, the couple and their friends drive around the city, stopping and taking pictures at every single monument. At the end of this excursion, the lovebirds arrive at the Lover’s Bridge, where they put a lock on a metal tree (or the bridge itself) and throw the key into the Moscow river.
Which makes me wonder: when they get a divorce, besides a lawyer, do they need to call a keysmith?
C ya.
O que me faz perguntar: serah que na hora do divorcio, alem de advogado, eles tem que chamar um chaveiro?
Fui.
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In Russia, “till death do us part” isn’t enough. Here, the holy union is guaranteed by a metal lock. After the ceremony, the couple and their friends drive around the city, stopping and taking pictures at every single monument. At the end of this excursion, the lovebirds arrive at the Lover’s Bridge, where they put a lock on a metal tree (or the bridge itself) and throw the key into the Moscow river.
Which makes me wonder: when they get a divorce, besides a lawyer, do they need to call a keysmith?
C ya.
Tuesday, May 03, 2011
Coisas que eu achei que jah tivesse contado 2/4.
Things I thought I’d told you 2/4.
Este post vai ser um dos mais curtos que eu jah escrevi, mas, nem por isso, vai ser menos importante. Alias, adoraria que todos os administradores publicos do mundo lessem este texto e seguissem o exemplo.
Na Moscow, grande parte dos predios que estah em obra nao fica com aquela cara de obra, com o esqueleto todo aa mostra durante meses (ou anos), enfeiando a cidade. Aqui, eles cobrem as obras com uma replica do que vai ser o predio quando a obra estiver acabada. Parece ateh uma capinha de protecao, tipo aquelas que sua voh colocava sobre a maquina de lavar roupa para nao enfeiar a area de servico. O design varia, mas o resultado eh o mesmo.
Aproveitando o assunto, adoraria que os administradores publicos daqui seguissem o exemplo do Kassab e acabassem com a propaganda de rua em Moscou. Alem do mau gosto, estamos chegando num ponto onde tem tanto outdoor que um cobre o outro e voce nao ve nada. Nem o ceu.
_______________________
This is going to be one of my shortest posts ever. But that doesn’t mean that this one is less important. Quite the opposite. To be honest, I wish every single City Hall representative in the world read this text and followed the example.
In Moscow, most of the buildings where renovations are being done do not look like your typical work site, with the skeleton of the building exposed for everyone to see, making the city uglier than it needs to be. Here, they cover the structure with a replica of what the finished product is going to look like. It works like a protection cover, but with a nice touch to it (kind of like the one people put on their iPhones). The design can vary, but the result is always the same.
While I’m at it, I also wish Moscow City Hall representatives could follow Sao Paulo’s example and ban all outdoor advertising from the city. Besides the terrible taste advertisers have, we’re getting to a point here where that are so many billboards they’re starting to cover each other up. You can’t see a thing. Not even the sky.
Na Moscow, grande parte dos predios que estah em obra nao fica com aquela cara de obra, com o esqueleto todo aa mostra durante meses (ou anos), enfeiando a cidade. Aqui, eles cobrem as obras com uma replica do que vai ser o predio quando a obra estiver acabada. Parece ateh uma capinha de protecao, tipo aquelas que sua voh colocava sobre a maquina de lavar roupa para nao enfeiar a area de servico. O design varia, mas o resultado eh o mesmo.
Aproveitando o assunto, adoraria que os administradores publicos daqui seguissem o exemplo do Kassab e acabassem com a propaganda de rua em Moscou. Alem do mau gosto, estamos chegando num ponto onde tem tanto outdoor que um cobre o outro e voce nao ve nada. Nem o ceu.
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This is going to be one of my shortest posts ever. But that doesn’t mean that this one is less important. Quite the opposite. To be honest, I wish every single City Hall representative in the world read this text and followed the example.
In Moscow, most of the buildings where renovations are being done do not look like your typical work site, with the skeleton of the building exposed for everyone to see, making the city uglier than it needs to be. Here, they cover the structure with a replica of what the finished product is going to look like. It works like a protection cover, but with a nice touch to it (kind of like the one people put on their iPhones). The design can vary, but the result is always the same.
While I’m at it, I also wish Moscow City Hall representatives could follow Sao Paulo’s example and ban all outdoor advertising from the city. Besides the terrible taste advertisers have, we’re getting to a point here where that are so many billboards they’re starting to cover each other up. You can’t see a thing. Not even the sky.
Coisas que eu achei que jah tivesse contado 1/4.
Things I thought I’d told you 1/4.
Na Russia, o Dia Internacional da Mulher eh muito mais do que uma data para sorrir e dar os parabens para as mulheres que trabalham com voce. Para comecar, 8 de Marco aqui eh feriado nacional e o minimo que TODAS as mulheres esperam de voce eh um buque de flores (independente do tipo de relacao que voces tenham). Mas esse nao eh o assunto deste post. Este post eh sobre outra data, que soh se comemora desse lado do mundo: o Dia dos Homens, que acontece 2 semanas antes, no dia 23 de fevereiro.
Originalmente, esta data era conhecida como Dia do Exercito Vermelho, apos o primeiro grande alistamento de 1918. Mais tarde, com o fim da URSS, o feriado ganhou seu atual nome: Dia dos Defensores da Patria, em homenagem a todos que serviram no Exercito e na Marinha. Alem das cerimonias e homenagens, as mulheres dao presentes e atencao especial aos homens ao seu redor (tambem independentemente do tipo de relacao que voces tenham). Tambem eh comum ver gente vestida com roupas de guerra e, as vezes, maquiagem simulando hematomas e feridas. No nosso caso, como estavamos ocupados trabalhando, acabamos ficando soh com as roupas.
Fui
_________________
In Russia, the International Women’s Day is way more than a day when you smile and congratulate women that work with you. For starters, the 8th of March is a national holiday and EVERY woman expects nothing less than a bouquet of flowers from you (regardless of how you two are related). But I digress. This post is supposed to be about another date. One that is only celebrated on this side of the planet: Men’s Day, which happens to be just 2 weeks before Women’s Day, on the 23rd of February.
Originally, the date was known as the Red Army’s Day, after the first big draft in 1918. After the collapse of the USSR, the holiday received its current name: Defenders of the Fatherland Day, in memory of all the men who served in the Army or the Navy. In addition to all the ceremonies and homages, women give gifts and a lot of attention to all the men around them (also regardless of how you are related to each other). It’s also common to see people dressed as veterans or even wearing special make-up to simulate bruises and injuries. In our case, since we were busy working, we ended up with just some jackets and hats.
Whatcha gon’ do?
Originalmente, esta data era conhecida como Dia do Exercito Vermelho, apos o primeiro grande alistamento de 1918. Mais tarde, com o fim da URSS, o feriado ganhou seu atual nome: Dia dos Defensores da Patria, em homenagem a todos que serviram no Exercito e na Marinha. Alem das cerimonias e homenagens, as mulheres dao presentes e atencao especial aos homens ao seu redor (tambem independentemente do tipo de relacao que voces tenham). Tambem eh comum ver gente vestida com roupas de guerra e, as vezes, maquiagem simulando hematomas e feridas. No nosso caso, como estavamos ocupados trabalhando, acabamos ficando soh com as roupas.
Fui
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In Russia, the International Women’s Day is way more than a day when you smile and congratulate women that work with you. For starters, the 8th of March is a national holiday and EVERY woman expects nothing less than a bouquet of flowers from you (regardless of how you two are related). But I digress. This post is supposed to be about another date. One that is only celebrated on this side of the planet: Men’s Day, which happens to be just 2 weeks before Women’s Day, on the 23rd of February.
Originally, the date was known as the Red Army’s Day, after the first big draft in 1918. After the collapse of the USSR, the holiday received its current name: Defenders of the Fatherland Day, in memory of all the men who served in the Army or the Navy. In addition to all the ceremonies and homages, women give gifts and a lot of attention to all the men around them (also regardless of how you are related to each other). It’s also common to see people dressed as veterans or even wearing special make-up to simulate bruises and injuries. In our case, since we were busy working, we ended up with just some jackets and hats.
Whatcha gon’ do?
Friday, April 22, 2011
Bem-vindo a Zermatt.
Welcome to Zermatt.
Se eu mantiver a media de atraso, meu proximo post deve acontecer perto do Natal. Espero que, passado esse comeco de ano corrido, as coisas entrem nos eixos e eu tenha mais tempo para escrever. Voltemos ao assunto. Ou melhor, voltemos no tempo.
Em fevereiro, eu e mais 5 amigos fomos para Zermatt, na Suica. Eh uma das estacoes de esqui mais chiques do mundo, porque lah voce sempre ve figuras famosas, a comecar pela montanha que estampa a embalagem do Toblerone (o Monte Matterhorn). Apesar do chiqueT, os precos nao sao muito mais altos do que os das estacoes de esqui russas, que nao oferecem 10% do que Zermatt oferece. Lah tudo funciona e tudo eh bem mantido.
Esta viagem foi diferente de todas as outras viagens de esqui/snowboard que eu fiz exatamente pela estrutura do lugar. Pela primeira vez, peguei lifts fechados, com hora marcada, que sobem a montanha toda (e que montanha) e que funcionam sempre que as condicoes climaticas permitem.
Alem disso, foi a primeira vez que eu tive acesso a um snowpark de verdade (area com half-pipe, rampas e corrimaos). Nao foi preciso improvisar em pedras, cantos de pista ou desniveis. Fora que, de Zermatt, voce ainda pode ir para a Italia, onde tem mais quilometros e quilometros de pista e um restaurante italiano controlado por suecos que tem a melhor comida que eu jah comi (desculpe, Mama). Inclusive, para fechar o post, vou deixar a receita da melhor sopa de tomate que eu jah comi. De nada.
Um pao italiano ou uma baguette francesa
2 cenouras
2 talos de aipo
1 cebola media
3 cabecas de alho
3 colheres de sopa de azeite
1 copo de vinho branco seco
4 1/2 copos de tomate em lata espremido como pure
1/2 colher de cha de oregano
3 a 4 copos de agua
1 copo de nata (espero que esta seja a traducao correta)
1 copo de creme de leite
Pre-aqueca o forno a 180 C.
Corte o pao em cubos de 1,5 cm ateh encher 3 copos e coloque-os em uma unica camada dentro de uma assadeira. Toste o pao no meio do forno ateh dourar e ficar crocante. 10-15 minutos.
Pique a cenoura, o aipo, a cebola e o alho. Numa panela grande, cozinhe tudo com azeite, sal e pimenta. Mantenha o fogo baixo, para que eles fiquem macios, mas nao marrom. Mais ou menos 10 minutos.
Adicione o vinho e deixe ferver por 3 minutos.
Adicione o tomate, o oregano e um copo de agua. Mantenha a mistura quase fervendo, mexendo esporadicamente com a panela descoberta. 20 minutos.
Tire a panela do fogo e adicione a nata e o creme de leite.
Deixe a sopa esfriar por 10 minutos.
Bata a sopa aos poucos no liquidificador, ateh atingir a consistencia de pure (cuidado ao bater liquidos quentes no liquidificador). Coloque o pure numa travessa grande.
Coloque a sopa de volta na panela e adicione agua ateh atingir a consistencia desejada. Tempere com sal e pimenta a gosto, mexendo em fogo baixo para nao ferver.
Sirva com os croutons. Faz 11 pratos, servindo de 6 a 8 pessoas. Bom proveito.
Fui.
_______________
If I keep the current pace, my next post will be written around Christmas time. I just hope that once this crazy period is over, I can get back on track and write more often. Let’s get back to the subject. Better yet, let’s go back in time.
In February, I went to Zermatt, Switzerland, with 5 friends. This is one of the poshest ski resorts in the World (no pun intended, but it’s so posh that Posh Spice herself was there for New Year’s). It is so because you can always spot famous figures, starting with the mountain that is printed on every Toblerone bar (Mount Matterhorn). Even though it is an elite resort, the prices aren’t that different from those charged at Russian resorts, where you won’t find 1/10th of the infra-structure. In Zermatt, everything works properly and on time.
In fact, this trip differed from all my previous skiing/snowboarding trips because of the infra-structure of the place. For the first time, I enjoyed covered lifts, that works as scheduled and go all the way to the top of the mountain (a hell of a mountain, mind you) whenever the weather permits.
It was also the first time I had access to a real snow-park (area with half-pipes, ramps and rails). There was no need to improvise on rocks, piste edges and uneven tracks. Not to mention that from Zermatt you can go to Italy and enjoy miles and miles of new tracks, and an Italian restaurant owned by Swedes where I had the best food of my life (sorry, Mama). So good in fact that I decided to wrap this post with the recipe for the best tomato soup I’ve ever had. You are welcome.
About a loaf of Italian or French bread
2 Carrots
2 celery ribs
1 medium onion
3 garlic cloves
3 tablespoons of olive oil
1 cup of dry white wine
4 1/2 cups of canned crushed tomatoes in puree
1/2 teaspoon of dried oregano, crumbled
3 to 4 cups of water
1 cup heavy cream
1 cup sour cream
Preheat oven to 350F.
Cut enough bread into 3/4-inch cubes to measure about 3 cups and arrange
in one layer in a shallow baking pan. Toast bread in middle of oven until
golden and crisp, 10 to 15 minutes.
Finely chop carrots, celery, onion and garlic. In a heavy 4- to 5-quart
kettle cook chopped vegetables and garlic in oil with salt and pepper to
taste over moderately low heat, stirring until tender but not browned, about
10 minutes. Add wine and boil 3 minutes. Add tomatoes, oregano and 1 cup of
water and simmer, uncovered, stirring occasionally, 20 minutes. Remove
kettle from heat and whisk in heavy cream and sour cream. Cool soup 10
minutes. In a blender puree soup in batches (use caution when blending hot
liquids), transferring as pureed to a large bowl. Return soup to kettle and
thin to desired consistency with remaining water. Season soup with salt and
pepper and heat over moderate heat, stirring, until heated through (do not
let boil).
Serve soup ladled over croutons in large bowls. Makes about 11 cups,
serving 6 to 8. Enjoy.
Em fevereiro, eu e mais 5 amigos fomos para Zermatt, na Suica. Eh uma das estacoes de esqui mais chiques do mundo, porque lah voce sempre ve figuras famosas, a comecar pela montanha que estampa a embalagem do Toblerone (o Monte Matterhorn). Apesar do chiqueT, os precos nao sao muito mais altos do que os das estacoes de esqui russas, que nao oferecem 10% do que Zermatt oferece. Lah tudo funciona e tudo eh bem mantido.
Esta viagem foi diferente de todas as outras viagens de esqui/snowboard que eu fiz exatamente pela estrutura do lugar. Pela primeira vez, peguei lifts fechados, com hora marcada, que sobem a montanha toda (e que montanha) e que funcionam sempre que as condicoes climaticas permitem.
Alem disso, foi a primeira vez que eu tive acesso a um snowpark de verdade (area com half-pipe, rampas e corrimaos). Nao foi preciso improvisar em pedras, cantos de pista ou desniveis. Fora que, de Zermatt, voce ainda pode ir para a Italia, onde tem mais quilometros e quilometros de pista e um restaurante italiano controlado por suecos que tem a melhor comida que eu jah comi (desculpe, Mama). Inclusive, para fechar o post, vou deixar a receita da melhor sopa de tomate que eu jah comi. De nada.
Um pao italiano ou uma baguette francesa
2 cenouras
2 talos de aipo
1 cebola media
3 cabecas de alho
3 colheres de sopa de azeite
1 copo de vinho branco seco
4 1/2 copos de tomate em lata espremido como pure
1/2 colher de cha de oregano
3 a 4 copos de agua
1 copo de nata (espero que esta seja a traducao correta)
1 copo de creme de leite
Pre-aqueca o forno a 180 C.
Corte o pao em cubos de 1,5 cm ateh encher 3 copos e coloque-os em uma unica camada dentro de uma assadeira. Toste o pao no meio do forno ateh dourar e ficar crocante. 10-15 minutos.
Pique a cenoura, o aipo, a cebola e o alho. Numa panela grande, cozinhe tudo com azeite, sal e pimenta. Mantenha o fogo baixo, para que eles fiquem macios, mas nao marrom. Mais ou menos 10 minutos.
Adicione o vinho e deixe ferver por 3 minutos.
Adicione o tomate, o oregano e um copo de agua. Mantenha a mistura quase fervendo, mexendo esporadicamente com a panela descoberta. 20 minutos.
Tire a panela do fogo e adicione a nata e o creme de leite.
Deixe a sopa esfriar por 10 minutos.
Bata a sopa aos poucos no liquidificador, ateh atingir a consistencia de pure (cuidado ao bater liquidos quentes no liquidificador). Coloque o pure numa travessa grande.
Coloque a sopa de volta na panela e adicione agua ateh atingir a consistencia desejada. Tempere com sal e pimenta a gosto, mexendo em fogo baixo para nao ferver.
Sirva com os croutons. Faz 11 pratos, servindo de 6 a 8 pessoas. Bom proveito.
Fui.
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If I keep the current pace, my next post will be written around Christmas time. I just hope that once this crazy period is over, I can get back on track and write more often. Let’s get back to the subject. Better yet, let’s go back in time.
In February, I went to Zermatt, Switzerland, with 5 friends. This is one of the poshest ski resorts in the World (no pun intended, but it’s so posh that Posh Spice herself was there for New Year’s). It is so because you can always spot famous figures, starting with the mountain that is printed on every Toblerone bar (Mount Matterhorn). Even though it is an elite resort, the prices aren’t that different from those charged at Russian resorts, where you won’t find 1/10th of the infra-structure. In Zermatt, everything works properly and on time.
In fact, this trip differed from all my previous skiing/snowboarding trips because of the infra-structure of the place. For the first time, I enjoyed covered lifts, that works as scheduled and go all the way to the top of the mountain (a hell of a mountain, mind you) whenever the weather permits.
It was also the first time I had access to a real snow-park (area with half-pipes, ramps and rails). There was no need to improvise on rocks, piste edges and uneven tracks. Not to mention that from Zermatt you can go to Italy and enjoy miles and miles of new tracks, and an Italian restaurant owned by Swedes where I had the best food of my life (sorry, Mama). So good in fact that I decided to wrap this post with the recipe for the best tomato soup I’ve ever had. You are welcome.
About a loaf of Italian or French bread
2 Carrots
2 celery ribs
1 medium onion
3 garlic cloves
3 tablespoons of olive oil
1 cup of dry white wine
4 1/2 cups of canned crushed tomatoes in puree
1/2 teaspoon of dried oregano, crumbled
3 to 4 cups of water
1 cup heavy cream
1 cup sour cream
Preheat oven to 350F.
Cut enough bread into 3/4-inch cubes to measure about 3 cups and arrange
in one layer in a shallow baking pan. Toast bread in middle of oven until
golden and crisp, 10 to 15 minutes.
Finely chop carrots, celery, onion and garlic. In a heavy 4- to 5-quart
kettle cook chopped vegetables and garlic in oil with salt and pepper to
taste over moderately low heat, stirring until tender but not browned, about
10 minutes. Add wine and boil 3 minutes. Add tomatoes, oregano and 1 cup of
water and simmer, uncovered, stirring occasionally, 20 minutes. Remove
kettle from heat and whisk in heavy cream and sour cream. Cool soup 10
minutes. In a blender puree soup in batches (use caution when blending hot
liquids), transferring as pureed to a large bowl. Return soup to kettle and
thin to desired consistency with remaining water. Season soup with salt and
pepper and heat over moderate heat, stirring, until heated through (do not
let boil).
Serve soup ladled over croutons in large bowls. Makes about 11 cups,
serving 6 to 8. Enjoy.
Sunday, April 17, 2011
Quando sonhos viram realidade.
Algumas semanas ou meses atrás, eu escrevi no Facebook que o sonho de todo diretor de criação era voltar a ser redator. Esta frase não poderia ser mais verdadeira. Ainda mais na Rússia. Eu passei 4 anos na ilusão de que era possÃvel mudar os criativos daqui. Que eles também querem fazer um trabalho bom e não apenas dizer que são criativos. Eu estava errado. Perdi muito tempo tentando motivar, ensinar e coordenar pessoas que não querem nada disso. Fora que todo o tempo que eu poderia usar para criar algo eu mesmo era gasto em reuniões que não tinham o menor sentido. Se você olhar a foto aà ao lado vai entender o quanto o pessoal aqui gosta de se reunir ao invés de resolver.
Felizmente, eu tenho um chefe que também entende isso e concordou com a minha decisão de voltar a ser redator. Fora isso, ainda concordou em trazer um diretor de arte brasileiro para trabalhar comigo. Ou seja, não poderia ser melhor.
Sei que este post via soar Comoros um desabafo (e é bem o que ele é), mas eu precisava falar para alguém.
Fui.
Felizmente, eu tenho um chefe que também entende isso e concordou com a minha decisão de voltar a ser redator. Fora isso, ainda concordou em trazer um diretor de arte brasileiro para trabalhar comigo. Ou seja, não poderia ser melhor.
Sei que este post via soar Comoros um desabafo (e é bem o que ele é), mas eu precisava falar para alguém.
Fui.
Monday, March 28, 2011
De volta para onde tudo (realmente) comecou.
Back to where it all (actually) started.
Eh, voltei. Com um atraso enorme, mas voltei. E vamos comecar pelo comeco, literalmente. Esse ano eu passei o reveillon em Punta Cana, praia linda na Republica Dominicana. A bem da verdade, eh um Brasil mais barato (por incrivel que pareca). Ou seja, se voce quiser gastar mais e viajar menos, vale mais a pena ir para o Nordeste.
Mas a Republica Dominicana tem algo que eu nao esperava: Historia. Com H maiusculo mesmo. Foi lah que Cristovao Colombo desembarcou em 1492 e comecou a (re)colonizar as Americas. Em Santo Domingo, voce pode visitar a casa da familia Colombo, ver o relogio de sol e a igreja mais antiga do continente.
Estou recontando esses fatos porque nos, brasileiros, constantemente criticamos os Americanos por valorizarem somente a sua historia, mas nos fazemos o mesmo. Para nos, a historia da America comeca em 1500 e descobridor mesmo eh Pedro Alvares Cabral.
O que eh mais interessante na Republica Dominicana eh ver um pais tomado por resorts 5 estrelas, com vilas construidas por Julio Iglesias, mas pobre a ponto de voce nao poder fazer seguro para um carro alugado (segundo os guias). Onde voce tem buffet all-inclusive o dia todo, mas o povo come carne que fica exposta ao clima o dia todo. Um pais que nao eh America do Norte, nem tem a alegria da America do Sul. Eh um meio termo. Talvez por isso os pacotes custem metade dos pacotes de ano novo no Brasil.
Fui.
PS - A menos que voce seja surdo, leve tapa-ouvidos. Foi provado cientificamente que Merengue pode (e vai te) levar aa loucura.
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I’m back. After a long break, I’m back. And I’ll start from the start. Literally. I spent my New Year holidays in Punta Cana, a wonderful beach in the Dominican Republic. Truth be told, it’s a cheaper version of Brazil (believe or not). So, if you want to spend more and fly a little less, go to the Northeast of Brazil.
But the Dominican Republic has something I did not expect to find there: History. With a capital H. That’s where Columbus first set foot in 1492 and started (re)colonizing America. In Santo Domingo you can still visit the house of the Columbus family and see the oldest sun clock and the oldest church of the continent.
I’m retelling you these facts because, as a Brazilian, we often criticize Americans for valuing only their own story and we do the exact same. For us, history starts in 1500 and the real explorer is Pedro Alvares Cabral.
The most interesting thing about the Dominican Republic is to see country covered by 5 star hotels, with villas built by Julio Iglesias, but so poor you cannot insure your rented car (according to the local guides). Where you have 24-hour all-inclusive buffets, but people eat meat that’s stays under the sun the whole day covered in flies. A country that’s not North America, nor has the joy of South America. It could be so much more than it is. But for the moment, enjoy that the prices are also a lot less than they could be.
Bye.
PS - Unless you are deaf, take some earplugs with you. It has been proven scientifically that Merengue can (and will) drive you insane.
Mas a Republica Dominicana tem algo que eu nao esperava: Historia. Com H maiusculo mesmo. Foi lah que Cristovao Colombo desembarcou em 1492 e comecou a (re)colonizar as Americas. Em Santo Domingo, voce pode visitar a casa da familia Colombo, ver o relogio de sol e a igreja mais antiga do continente.
Estou recontando esses fatos porque nos, brasileiros, constantemente criticamos os Americanos por valorizarem somente a sua historia, mas nos fazemos o mesmo. Para nos, a historia da America comeca em 1500 e descobridor mesmo eh Pedro Alvares Cabral.
O que eh mais interessante na Republica Dominicana eh ver um pais tomado por resorts 5 estrelas, com vilas construidas por Julio Iglesias, mas pobre a ponto de voce nao poder fazer seguro para um carro alugado (segundo os guias). Onde voce tem buffet all-inclusive o dia todo, mas o povo come carne que fica exposta ao clima o dia todo. Um pais que nao eh America do Norte, nem tem a alegria da America do Sul. Eh um meio termo. Talvez por isso os pacotes custem metade dos pacotes de ano novo no Brasil.
Fui.
PS - A menos que voce seja surdo, leve tapa-ouvidos. Foi provado cientificamente que Merengue pode (e vai te) levar aa loucura.
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I’m back. After a long break, I’m back. And I’ll start from the start. Literally. I spent my New Year holidays in Punta Cana, a wonderful beach in the Dominican Republic. Truth be told, it’s a cheaper version of Brazil (believe or not). So, if you want to spend more and fly a little less, go to the Northeast of Brazil.
But the Dominican Republic has something I did not expect to find there: History. With a capital H. That’s where Columbus first set foot in 1492 and started (re)colonizing America. In Santo Domingo you can still visit the house of the Columbus family and see the oldest sun clock and the oldest church of the continent.
I’m retelling you these facts because, as a Brazilian, we often criticize Americans for valuing only their own story and we do the exact same. For us, history starts in 1500 and the real explorer is Pedro Alvares Cabral.
The most interesting thing about the Dominican Republic is to see country covered by 5 star hotels, with villas built by Julio Iglesias, but so poor you cannot insure your rented car (according to the local guides). Where you have 24-hour all-inclusive buffets, but people eat meat that’s stays under the sun the whole day covered in flies. A country that’s not North America, nor has the joy of South America. It could be so much more than it is. But for the moment, enjoy that the prices are also a lot less than they could be.
Bye.
PS - Unless you are deaf, take some earplugs with you. It has been proven scientifically that Merengue can (and will) drive you insane.
Sunday, December 26, 2010
Quando em cima eh embaixo, esquerda eh direita e para frente eh para tras.
When up is down, left is right and forward is backward.
Quando em cima eh embaixo, esquerda eh direita e para frente eh para tras.
Semana passada, parti para mais uma aventura: voar num aviao de acrobacias Yak-52. Chamar o Yak-52 de aviao eh o mesmo que chamar um Lada de carro. Ele nao inspira nenhuma confianca, principalmente voando numa temperatura de -12C. Mas, alem do pensamento positivo, resolvi acreditar no meu mantra: se nao caiu ateh agora, nao vai ser comigo que vai cair.
O Yak-52 eh minusculo. E tem que ser assim para facilitar as manobras. Para uma pessoa do meu tamanho (e de ressaca) significa ficar esmagado entre o chao e o vidrinho da cabine, se esforcando para nao empurrar o manche com a perna. Tarefa simples.
Depois de ser chumbado ao assento por um cinto-de-seguranca sextuplo, vieram as instrucoes: ao atingir a altitude correta, eu vou explicar a manobra, voce confirma que entendeu, eu faco a manobra e pergunto como eh que voce estah se sentindo. Ok? Ok.
Lah fomos nohs. Ganhamos altitude e a diversao comecou.
“A primeira manobra que nohs vamos fazer se chama Cnjfktoort, vamos descer a 45 graus, completar um looping, virar 180 graus sobre o nosso eixo, voar invertido no segundo looping e girar 180 graus sobre o eixo retornando aa posicao original. Ok?”
Sem entender nada, mas disposto a tentar, respondi: Ok.
A partir do “ok” tudo passar a ser relativo. Aas vezes, a Terra estah em cima e o ceu embaixo. Aas vezes, a Terra estah aa esquerda e o ceu aa direita. Aas vezes a Terra eh uma grande parede aa sua frente. Aas vezes voce soh ve ceu para onde quer que olhe. E vice-versa. Tudo isso acompanhado de uma pressao de ateh 3G no pescoco e no estomago (Ressaca, lembra?).
Completada a primeira manobra, a pergunta: “Como voce estah se sentindo?”
“Otimo”, respondi.
Segunda manobra: “Otimo.”
Terceira: “Bem.”
Quarta: “Ok.”
Quinta: “Mais ou menos.”
Sexta: “Acho que eu preciso tomar um cha.”
E nos preparamos para aterrissar… Bem, isso foi o que eu pensei…
Ele fez um rasante na pista e completou mais um looping lateral, a 45 graus do chao, voando invertido, etc. Foi o suficiente para eu ficar literalmente azul.
Aterrissamos e passei as 5 horas seguintes num processo de pura concentracao: inspira, expira, nao vomita. Inspira, expira, nao vomita.
Passado o mau estar e a ressaca, comi uma lasanha e comecei a planejar quando eh que eu vou fazer a proxima estripulia.
Hora de ir para o Brasil.
________________________________________________________
Last went I took part in a new adventure: to fly in one of those acrobatic Yak-52 planes. Of course, calling the Yak-52 a plane is the same as calling a Lada a car. It does not look or feel very safe, especially flying at a temperature of -12C. But besides all my positive thinking, I decided to put some faith in probability: if it didn’t crash till now, it won’t crash with me.
The Yak-52 is extremely small. It must be like that for agility reasons. But for someone my height (and hungover), that means being crushed between the seat and the cabin “window”, with an almost impossible task of leaving room between your legs for the control stick. Easy...
After being literally fused to the seat by a sextuple seat belt, there came the instructions: once we reach a certain altitude, I’ll explain the maneuver we’ll be doing, you confirm you understand what we’re doing, I complete the maneuver and ask how you are feeling. Ok? Ok.
And there we went. We gained altitude and the fun began.
“The first maneuver we’re going to do is called Cnehrhhtnsksjd, we gonna go down at a 45 degrees angle, do a full loop, turn 180 degrees on our axis, fly upside down during the second loop and turn 180 degrees on our axis and return to the initial position. Ok?”
Did you understand any of it? Cause I didn’t. But that wouldn’t make any difference, so I just answered: OK.
Once you say “Ok” everything becomes relative. Sometimes Earth is above you and the sky below you. Sometimes Earth is to your left and the sky is to your right. Sometimes Earth is a big wall in front of you, sometimes all you can see is the sky. And vice-versa. All of that followed by a crushing force of up to 3 Gs in your neck and stomach (Did I mention I was hungover?).
Once we completed the first maneuver, he asked: “How are you feeling?”
“Fantastic.” - I answered.
Second maneuver: “Great.”
Third: “Feeling good.”
Fourth: “Ok.”
Fifth: “So so...”
Sixth: “I think I need to sit and drink some tea.”
So we prepared for landing... At least that’s what I thought...
He flew very close to the ground only to complete a last loop, a lateral one, flying at a 45 degrees angle, inverted, etc. I was enough for me to turn blue.
We landed and then I had a 5 hour process of pure concentration: Inhale, exhale, do not throw up. Inhale, exhale, do not throw up.
Once I started feeling better and not hungover, I had a lasagna and started planning my next adventure.
Time to go to Brazil.


The before and after pics...
Wednesday, December 22, 2010
Minha primeira vez.
Apesar da quantidade de mulheres na foto e de ter me sentido um pouco inseguro no dia, esse post nao tem nada de sexual. Eh apenas uma breve descricao da minha primeira experiencia como professor. A MGIMO, uma das universidades mais prestigiosas da Russia, me chamou para dar um curso de uma semana sobre propaganda.
O problema (alem de arrumar tempo, claro) eh que eu nao sabia o que os alunos esperavam de mim. Nao sabia se eles tinham interesse pela profissao, se jah cursavam algum curso de marketing, se conheciam algum termo do ramo ou mesmo se estavam estagiando na area. E justo o tema principal das minhas aulas (trabalhar com foco no brief/resolver o problema em questao), quase vai por agua abaixo por causa disso. Afinal, como preparar um curso de uma semana se voce nao sabe com quem estah falando (publico alvo), o que voce pode oferecer de novo para eles (beneficio) e como fazer com que eles se interessem pelo que voce considera importante (estrategia)?
No final das contas, optei por fazer o que eu fiz no paragrafo anterior: criei uma relacao entre a vida real e a propaganda, para que o curso fosse interessante, mas tambem tivesse utilidade pratica para os alunos, independetemente da material que estivessem cursando ou da profissao que tivessem escolhido.
Aparentemente deu resultado. As pesquisas de opiniao disseram que o curso “foi o mais proveitoso de todo o semestre” e “talvez a unica razao para ir aa faculdade naquela semana”. Fiquei feliz e mais confiante para uma proxima empreitada.
Se voce achou que o post estah vangloriando demais as minhas habilidades como professor, nao leve em consideracao: eu escrevi assim de proposito. Eh para a minha mae. Ela precisa acreditar que eu sou realmente aquilo que ela pensa: “Meu filho eh o melhor do mundo".
Se voce nao eh minha mae, pule para o proximo post.
Fui.
O problema (alem de arrumar tempo, claro) eh que eu nao sabia o que os alunos esperavam de mim. Nao sabia se eles tinham interesse pela profissao, se jah cursavam algum curso de marketing, se conheciam algum termo do ramo ou mesmo se estavam estagiando na area. E justo o tema principal das minhas aulas (trabalhar com foco no brief/resolver o problema em questao), quase vai por agua abaixo por causa disso. Afinal, como preparar um curso de uma semana se voce nao sabe com quem estah falando (publico alvo), o que voce pode oferecer de novo para eles (beneficio) e como fazer com que eles se interessem pelo que voce considera importante (estrategia)?
No final das contas, optei por fazer o que eu fiz no paragrafo anterior: criei uma relacao entre a vida real e a propaganda, para que o curso fosse interessante, mas tambem tivesse utilidade pratica para os alunos, independetemente da material que estivessem cursando ou da profissao que tivessem escolhido.
Aparentemente deu resultado. As pesquisas de opiniao disseram que o curso “foi o mais proveitoso de todo o semestre” e “talvez a unica razao para ir aa faculdade naquela semana”. Fiquei feliz e mais confiante para uma proxima empreitada.
Se voce achou que o post estah vangloriando demais as minhas habilidades como professor, nao leve em consideracao: eu escrevi assim de proposito. Eh para a minha mae. Ela precisa acreditar que eu sou realmente aquilo que ela pensa: “Meu filho eh o melhor do mundo".
Se voce nao eh minha mae, pule para o proximo post.
Fui.
Monday, December 20, 2010
A cidade que soh vira aa direita.
Ha algumas semanas, Moscou parou. Nao eh metafora, eufemismo ou hiperbole. Moscou parou. Todas as vias, em todas as direcoes, em todos os cantos. A foto eu tirei de fora do carro, ao lado de um monte gente que conversava e aproveitava a parada para fumar um cigarro. Sim, eles tambem eram motoristas.
Eu demorei 4 horas para chegar em casa. Com navegador. Com a funcao “avoid traffic” ligada. Com sorte. E com muita vontade de ir ao banheiro. Se eu nao tivesse muito auto-controle, teria que fingir que a chuva entrou no carro.
Transito nao eh assunto novo por aqui, mas com tanto tempo disponivel (afinal, a bateria do meu iPhone morreu nos primeiros 15 minutos), eu resolvi pensar nas razoes de tamanho caos. Uma das razoes eu jah falei por aqui: quando acontece um acidente (por mais idiota que seja), os motoristas tem que deixar o carro exatamente na posicao em que o acidente ocorreu. Uma, duas, aas vezes, tres pistas fechadas por horas. Claro, porque o transito para e nem a policia consegue chegar...
Mas passemos para a minha revelacao: em Moscou voce soh pode virar aa direita. Isso reduz suas possibilidades de fugir ou coordenar o transito pela metade. E se uma das ruas fecha (por qualquer motivo), 100% das opcoes estao fechadas. Isso acontece porque Moscou eh uma cidade redonda e sem trevos. Ou seja, se voce estah no lado de dentro dos aneis, voce soh pode virar para a direita, em direcao ao centro, jah que as 9 pistas opostas nao podem parar para voce. Se voce estah do lado de fora, a situacao eh a mesma: soh dah para sair. E qualquer retorno soh pode ser feito virando aa direita, aa direita e aa direita. O que seria muito mais rapido se voce virasse UMA VEZ para a esquerda.
Mas nao sou eu que vou resolver os problemas de uma das maiores cidades do mundo, ne? Vou arrumar um recarregador portatil para o meu iPhone para aguentar as proximas horas nesse transito.
Fui.
Eu demorei 4 horas para chegar em casa. Com navegador. Com a funcao “avoid traffic” ligada. Com sorte. E com muita vontade de ir ao banheiro. Se eu nao tivesse muito auto-controle, teria que fingir que a chuva entrou no carro.
Transito nao eh assunto novo por aqui, mas com tanto tempo disponivel (afinal, a bateria do meu iPhone morreu nos primeiros 15 minutos), eu resolvi pensar nas razoes de tamanho caos. Uma das razoes eu jah falei por aqui: quando acontece um acidente (por mais idiota que seja), os motoristas tem que deixar o carro exatamente na posicao em que o acidente ocorreu. Uma, duas, aas vezes, tres pistas fechadas por horas. Claro, porque o transito para e nem a policia consegue chegar...
Mas passemos para a minha revelacao: em Moscou voce soh pode virar aa direita. Isso reduz suas possibilidades de fugir ou coordenar o transito pela metade. E se uma das ruas fecha (por qualquer motivo), 100% das opcoes estao fechadas. Isso acontece porque Moscou eh uma cidade redonda e sem trevos. Ou seja, se voce estah no lado de dentro dos aneis, voce soh pode virar para a direita, em direcao ao centro, jah que as 9 pistas opostas nao podem parar para voce. Se voce estah do lado de fora, a situacao eh a mesma: soh dah para sair. E qualquer retorno soh pode ser feito virando aa direita, aa direita e aa direita. O que seria muito mais rapido se voce virasse UMA VEZ para a esquerda.
Mas nao sou eu que vou resolver os problemas de uma das maiores cidades do mundo, ne? Vou arrumar um recarregador portatil para o meu iPhone para aguentar as proximas horas nesse transito.
Fui.
Wednesday, November 10, 2010
Limpar banheiro de homem. Na Russia, isso eh trabalho de mulher.
Uma das coisas que voce vai notar, caso vah a um banheiro publico na Russia ou na Ucrania, eh a presenca de mulheres enquanto voce USA o banheiro. E nao estou falando das cabines: estou falando do urinol.
Quantas vezes nao dei de cara com uma dessas damas enquanto botava o equipamento de volta na caixa de ferramentas? No comeco, me sentia meio encabulado, como se eu tivesse feito algo errado (usar o banheiro). Com o tempo (e vendo que elas nao mostravam a menor reacao), me acostumei aa presenca delas no banheiro. Afinal, pense bem: quando suas calcas estao arriadas, eh melhor ter um homem ou uma mulher atras de voce? Ahn?
Fui.
Quantas vezes nao dei de cara com uma dessas damas enquanto botava o equipamento de volta na caixa de ferramentas? No comeco, me sentia meio encabulado, como se eu tivesse feito algo errado (usar o banheiro). Com o tempo (e vendo que elas nao mostravam a menor reacao), me acostumei aa presenca delas no banheiro. Afinal, pense bem: quando suas calcas estao arriadas, eh melhor ter um homem ou uma mulher atras de voce? Ahn?
Fui.
U2 embaixo d'agua.
Demorei para escrever, mas nao esqueci. Ateh porque a passagem do U2 pela Russia foi inesquecivel. Eu nem sou fan da banda, mas quase virei... Em geral, ir a shows de bandas que eu nao amo eh uma atividade estranha: eu nao canto as musicas, comeco achar incomodo ficar em peh e espremido pela massa, quero ir ao banheiro e, muito em breve, ir para casa. O show do U2 teria tudo isso, mais chuva e frio, mas eu nao arredei peh. Talvez por eles estarem a tanto tempo na estrada, eu conhecia todas as musicas. Sem excecao. A producao eh fascinante e eu ouvi falar que eles tem 4 desses palcos viajando para dar conta de todas as datas da turne. O show tem ligacao com o espaco, videos e um monte de discursos sociais vazios que soam extremamente convincentes durante o show. Nao vou me alongar muito nesse post. Soh vou recomemdar a voce nao perder esse show, caso ele passe pela sua cidade.
Daqui, posso dizer que cantar "Beautiful Day" com mais de 70.000 pessoas embaixo de uma chuva torrencial foi uma experiencia incrivel.
Fui.
Daqui, posso dizer que cantar "Beautiful Day" com mais de 70.000 pessoas embaixo de uma chuva torrencial foi uma experiencia incrivel.
Fui.
Tuesday, October 19, 2010
Sim, existe coisa pior que o Festival de Moscou: ser jurado no Festival de Moscou.
Os trabalhos premiados no Festival de Moscou voce provavelmente nunca vai ver. E nao eh porque sao “fantasmas”, como nos outros festivais. O problema eh que os trabalhos sao Russos e, normalmente, ruins demais para sequer fazer parte do shortlist de qualquer outro festival. Um dos problemas eh a panelinha/amizade entre os donos de agencia, que querem premiar trabalhos terriveis como modo de agradar colegas de profissao. O outro problema eh que os jurados nao querem pensar. E isso eh fundamental num festival de propaganda.
Mas vamos comecar pelo comeco.
O Festival de Moscou estava comemorando 20 anos este ano. O fato de voce nunca ter ouvido falar nesse Festival jah dah uma ideia de quao serio ele eh. Na falta de termo melhor, eh uma piada. Para comecar, metade dos jurados nao trabalha em criacao. Para completar, mais da metade nao fala ingles. Ou seja, discutir ideia e conceito, ou simplesmente ouvir a opiniao do Presidente do Juri (Sua Excelencia Jean-Remy Von Matt, fundador da Jung Von Matt), nao era possivel. No primeiro intervalo, Jean-Remy me disse: “Em geral, o clima eh tao tenso nesses festivais. Aqui nada eh levado a serio. Todo mundo parece estar se divertindo.”
E estavam mesmo.
Faziam piada com o trabalho dos outros, votavam em trabalhos ruins soh porque eram “engracados”, bancavam os criticos serios para eliminar trabalhos internacionais. Ridiculo.
Ateh aqui, o amadorismo estava todo nas costas dos jurados, mas o pior ainda estava por vir.
Apos julgar uns 150 trabalhos de TV e mais uns 100 de midia impressa, comecou o martirio. Esse ano foram criadas categorias “sociais”. 9 categorias para ser mais exato: campanha beneficiente, campanha beneficiente nao realizada, Russia Saudavel, campanha beneficiente regional, campanha beneficiente em midias alternativas, Young Creatives, Estudantes, Parodias e Fotografia. Essas campanhas eram gratuitas e nao tinham nenhum criterio. Nao havia SEQUER um brief para criacao. Se, as vezes, jah eh dificil entender um anuncio quando voce conhece o produto, imgine quando nao existe nem mensagem. Meu anuncio favorito era um gordinho dando uma enterrada numa cesta de basquete colocada no meio da selva, sob o titulo “Eu encontrei a minha paz. Encotre a sua.” Um total de 450 pecas nao pagas e sem nexo, versus 250 pagas e que dao ao Festival o minimo prestigio que ele ainda tem.
Se a ditadura soubesse do Festival de Moscou, a vida deles seria muito mais facil. A tortura pela qual eu passei deixa marcas indeleveis na mente, mas nao produz nenhum hematoma ou evidencia fisica. Duas sessoes de 15 horas cada foram suficientes para que eu confessasse abertamente: se voce sente o minimo orgulho pelo seu trabalho, jamais mande ele para o Festival de Moscou. Nunca mais vou fazer parte deste juri. Juro.
Fui,
A
Mas vamos comecar pelo comeco.
O Festival de Moscou estava comemorando 20 anos este ano. O fato de voce nunca ter ouvido falar nesse Festival jah dah uma ideia de quao serio ele eh. Na falta de termo melhor, eh uma piada. Para comecar, metade dos jurados nao trabalha em criacao. Para completar, mais da metade nao fala ingles. Ou seja, discutir ideia e conceito, ou simplesmente ouvir a opiniao do Presidente do Juri (Sua Excelencia Jean-Remy Von Matt, fundador da Jung Von Matt), nao era possivel. No primeiro intervalo, Jean-Remy me disse: “Em geral, o clima eh tao tenso nesses festivais. Aqui nada eh levado a serio. Todo mundo parece estar se divertindo.”
E estavam mesmo.
Faziam piada com o trabalho dos outros, votavam em trabalhos ruins soh porque eram “engracados”, bancavam os criticos serios para eliminar trabalhos internacionais. Ridiculo.
Ateh aqui, o amadorismo estava todo nas costas dos jurados, mas o pior ainda estava por vir.
Apos julgar uns 150 trabalhos de TV e mais uns 100 de midia impressa, comecou o martirio. Esse ano foram criadas categorias “sociais”. 9 categorias para ser mais exato: campanha beneficiente, campanha beneficiente nao realizada, Russia Saudavel, campanha beneficiente regional, campanha beneficiente em midias alternativas, Young Creatives, Estudantes, Parodias e Fotografia. Essas campanhas eram gratuitas e nao tinham nenhum criterio. Nao havia SEQUER um brief para criacao. Se, as vezes, jah eh dificil entender um anuncio quando voce conhece o produto, imgine quando nao existe nem mensagem. Meu anuncio favorito era um gordinho dando uma enterrada numa cesta de basquete colocada no meio da selva, sob o titulo “Eu encontrei a minha paz. Encotre a sua.” Um total de 450 pecas nao pagas e sem nexo, versus 250 pagas e que dao ao Festival o minimo prestigio que ele ainda tem.
Se a ditadura soubesse do Festival de Moscou, a vida deles seria muito mais facil. A tortura pela qual eu passei deixa marcas indeleveis na mente, mas nao produz nenhum hematoma ou evidencia fisica. Duas sessoes de 15 horas cada foram suficientes para que eu confessasse abertamente: se voce sente o minimo orgulho pelo seu trabalho, jamais mande ele para o Festival de Moscou. Nunca mais vou fazer parte deste juri. Juro.
Fui,
A
Monday, September 20, 2010
Bem-vindo a Montenegro. Mesmo que voce nao se sinta bem-vindo em Montenegro. Welcome to Montenegro. Even though you might not feel welcome in Montenegro.
Montenegro eh um desses paises que voce nunca vai colocar na sua lista de prioridades. Eh um pais pequeno, cercado de paises um pouco maiores e mais famosos que te oferecem praticamente a mesma coisa: tempo bom, praia e um pouco de cultura. Para quem mora na Russia, os dois primeiros motivos sao suficientes para uma visita. Ainda mais quando eles estao a 3 horas de distancia de Moscou, por um preco razoavel e em horarios extremamente convenientes. Mas esse post eh sobre um aspecto menos interessante de Montenegro: a qualidade do servico.
O sorriso do guarda na imigracao me deu uma falsa ideia do que estaria por vir durante a minha curta estadia por lah. Acho que eles acreditam piamente que a primeira impressao eh a que fica porque a segunda foi terrivel. Me aproximei do balcao de informacoes do aeroporto para saber qual seria o melhor meio de transporte ateh Budva. Para comecar, esperei a moca terminar sua ligacao que soava extremamente importante a julgar pelo que ela ria.
Eu: Bom dia, qual eh o melhor meio de transporte ateh Budva?
Ela: Taxi.
Eu: Para quem estah sozinho eh mais barato do que alugar um carro?
Ela: Nao sei. Pergunte no guiche onde se aluga carros.
Silencio.
Olhando para aquela cara de quem parecia estar chupando um limao azedo, agradeci a gentileza e me retirei. Achei um taxista que me pareceu decente e segui para Budva.
Alem de me cobrar 30 Euros a mais do que o normal, o taxista quase matou nos dois umas 3 vezes. Pelo menos ele pediu desculpa pelo susto depois de cada semi-acidente.
Ao chegar no hotel, outra surpresa… Ops, pera ai, preciso reescrever esta frase. Ao chegar no melhor hotel SPA de Budva, cuja diaria custa 300 Euros, outra surpresa: meu quarto nao estava pronto. Nem o meu nem o de outros 12 hospedes. E nao estamos falando de early check-in: eram 2 da tarde.
Eu: Jah entendi que o meu quarto nao estah pronto. O que eh que voces vao me oferecer em troca?
Eles: O senhor pode deixar suas mala aqui e esperar em uma das 3 piscinas enquanto o quarto fica pronto.
Eu: E quanto tempo voces precisam para arrumar o quarto?
Eles: De 20 minutos a uma hora. Nos vamos ateh o senhor assim que ele estiver pronto.
Aleluia. Eles viriam ateh mim: suado depois de 3 horas de voo, mais uma hora de taxi assassino e vestido embaixo de um sol de 35C. Que privilegio.
Entre outros exemplos, vale ressaltar um que resume a qualidade de servico que eu encontrei por lah. A rua da praia estah sempre cheia de turistas, mas curiosamente a barraca de sorvete estava vazia. Achei que eu estava fazendo um favor para a mulher de comprar o meu sorvete lah. Ela me serviu e falou: “Um Euro e vinte centavos.” Eu dei uma nota de 20 Euros e qual nao foi a minha surpresa ao ver a reacao da moca. Uma cara de desgosto e odio. Parecia que eu tinha para uma freira tirar a roupa.
Se nao fosse a impressao geral que o servico me causou, diria que Montenegro eh uma opcao ideal de turismo. Paisagens maravilhosas, mar limpo, sol e ceu azul. Tudo isso temperado com historia, gente que fala Russo e a uma distancia minima de Moscou. Se Bosnia, Serbia ou Albania estiverem no seu roteiro de viagem, de uma esticada ateh Montenegro. Hmmm. Eh, acho que vai ficar para outra vez.
Fui.
_______________________________
Montenegro is one of those countries that will rarely figure at the top of anyone’s destination list. It’s a small country, surrounded by slightly bigger and slightly more famous countries that offer almost the same: good weather, beaches and a bit of culture. If you live in Russia, the first two reasons are more than enough for a visit. Especially when they are only 3 hours away, for a reasonable price and very convenient flight times. But this post is about a less interesting aspect of Montenegro: the quality of service.
The welcoming smile from the passport control officer gave me a false idea of was about to come. They are probably firm believers that “first impressions are the most lasting”. In my case, it lasted exactly 2 minutes. As soon as I walked into the arrivals terminal, I headed towards the information desk to find out what was the best way to get to Budva. First, of course, I had to wait for the lady to finish her call, which sounded extremely work related judging by her laughter.
Me: Good morning, what is the best way to get to Budva?
Her: Taxi.
Me: Even if I’m alone? Maybe it’s cheaper to rent a car?
You: I don’t know. Ask at the rent-a-car counter.
Silence.
Looking at the face of someone who seemed to be sucking bitter lime, I decided to thank her for her attention and leave. I then found a taxi driver who looked decent and left to Budva. Besides charging me 30 Euros more than usual (as I later found out), this driver almost got us killed 3 times. At least he apologized after each semi-crash. At last, I arrived at the hotel… Hmmm, let me rephrase that. I arrived at the best SPA hotel in Budva, with daily rates of 300 Euros and what did I get? More bad news. My room wasn’t ready. Neither mine, nor the rooms of 12 other people. And we’re not talking about early check-in. It was 2PM already.
Me: I understand my room is not ready yet. How will you compensate me for this?
Them: You can drop your bag here and wait next to one of the 3 swimming pools while we clean the room.
Me: And how much time you need to clean the room?
Them: Between 20 minutes and one hour. We’ll let you know as soon as it’s ready.
Wow. They would let ME know. Me = sweaty from a 3 hour flight, plus one hour in the killer taxi and still dressed under a 35C sun. What a privilege.
Among other examples, there’s one more worth highlighting. It sums up the level of service I met in Montenegro. The pedestrian street by the shore is always full of tourists. Funny enough, the ice-cream stand was empty. I thought I was doing the owner a favor by buying an ice-cream from them. The lady gave the ice-cream and said “One Euro, twenty cents.” I gave her a 20 Euro bill and, to my surprise, she almost took the ice-cream back. How dare I demand that much change for one ice-cream. She looked at me with such disgust… It was as if I had asked a nun to take off her clothes.
If it wasn’t for the service, I’d say Montenegro is an ideal tourist destination. Beautiful landscapes, clean water, sun and blue sky. Add to that a bit of culture and people who understand Russian, just a short flight away from here. So, if Bosnia, Serbia or Albania are part of your next trip, make sure you plan a little visit to Montenegro. Hmmmmm. Understood. Ok, maybe next time…
O sorriso do guarda na imigracao me deu uma falsa ideia do que estaria por vir durante a minha curta estadia por lah. Acho que eles acreditam piamente que a primeira impressao eh a que fica porque a segunda foi terrivel. Me aproximei do balcao de informacoes do aeroporto para saber qual seria o melhor meio de transporte ateh Budva. Para comecar, esperei a moca terminar sua ligacao que soava extremamente importante a julgar pelo que ela ria.
Eu: Bom dia, qual eh o melhor meio de transporte ateh Budva?
Ela: Taxi.
Eu: Para quem estah sozinho eh mais barato do que alugar um carro?
Ela: Nao sei. Pergunte no guiche onde se aluga carros.
Silencio.
Olhando para aquela cara de quem parecia estar chupando um limao azedo, agradeci a gentileza e me retirei. Achei um taxista que me pareceu decente e segui para Budva.
Alem de me cobrar 30 Euros a mais do que o normal, o taxista quase matou nos dois umas 3 vezes. Pelo menos ele pediu desculpa pelo susto depois de cada semi-acidente.
Ao chegar no hotel, outra surpresa… Ops, pera ai, preciso reescrever esta frase. Ao chegar no melhor hotel SPA de Budva, cuja diaria custa 300 Euros, outra surpresa: meu quarto nao estava pronto. Nem o meu nem o de outros 12 hospedes. E nao estamos falando de early check-in: eram 2 da tarde.
Eu: Jah entendi que o meu quarto nao estah pronto. O que eh que voces vao me oferecer em troca?
Eles: O senhor pode deixar suas mala aqui e esperar em uma das 3 piscinas enquanto o quarto fica pronto.
Eu: E quanto tempo voces precisam para arrumar o quarto?
Eles: De 20 minutos a uma hora. Nos vamos ateh o senhor assim que ele estiver pronto.
Aleluia. Eles viriam ateh mim: suado depois de 3 horas de voo, mais uma hora de taxi assassino e vestido embaixo de um sol de 35C. Que privilegio.
Entre outros exemplos, vale ressaltar um que resume a qualidade de servico que eu encontrei por lah. A rua da praia estah sempre cheia de turistas, mas curiosamente a barraca de sorvete estava vazia. Achei que eu estava fazendo um favor para a mulher de comprar o meu sorvete lah. Ela me serviu e falou: “Um Euro e vinte centavos.” Eu dei uma nota de 20 Euros e qual nao foi a minha surpresa ao ver a reacao da moca. Uma cara de desgosto e odio. Parecia que eu tinha para uma freira tirar a roupa.
Se nao fosse a impressao geral que o servico me causou, diria que Montenegro eh uma opcao ideal de turismo. Paisagens maravilhosas, mar limpo, sol e ceu azul. Tudo isso temperado com historia, gente que fala Russo e a uma distancia minima de Moscou. Se Bosnia, Serbia ou Albania estiverem no seu roteiro de viagem, de uma esticada ateh Montenegro. Hmmm. Eh, acho que vai ficar para outra vez.
Fui.
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Montenegro is one of those countries that will rarely figure at the top of anyone’s destination list. It’s a small country, surrounded by slightly bigger and slightly more famous countries that offer almost the same: good weather, beaches and a bit of culture. If you live in Russia, the first two reasons are more than enough for a visit. Especially when they are only 3 hours away, for a reasonable price and very convenient flight times. But this post is about a less interesting aspect of Montenegro: the quality of service.
The welcoming smile from the passport control officer gave me a false idea of was about to come. They are probably firm believers that “first impressions are the most lasting”. In my case, it lasted exactly 2 minutes. As soon as I walked into the arrivals terminal, I headed towards the information desk to find out what was the best way to get to Budva. First, of course, I had to wait for the lady to finish her call, which sounded extremely work related judging by her laughter.
Me: Good morning, what is the best way to get to Budva?
Her: Taxi.
Me: Even if I’m alone? Maybe it’s cheaper to rent a car?
You: I don’t know. Ask at the rent-a-car counter.
Silence.
Looking at the face of someone who seemed to be sucking bitter lime, I decided to thank her for her attention and leave. I then found a taxi driver who looked decent and left to Budva. Besides charging me 30 Euros more than usual (as I later found out), this driver almost got us killed 3 times. At least he apologized after each semi-crash. At last, I arrived at the hotel… Hmmm, let me rephrase that. I arrived at the best SPA hotel in Budva, with daily rates of 300 Euros and what did I get? More bad news. My room wasn’t ready. Neither mine, nor the rooms of 12 other people. And we’re not talking about early check-in. It was 2PM already.
Me: I understand my room is not ready yet. How will you compensate me for this?
Them: You can drop your bag here and wait next to one of the 3 swimming pools while we clean the room.
Me: And how much time you need to clean the room?
Them: Between 20 minutes and one hour. We’ll let you know as soon as it’s ready.
Wow. They would let ME know. Me = sweaty from a 3 hour flight, plus one hour in the killer taxi and still dressed under a 35C sun. What a privilege.
Among other examples, there’s one more worth highlighting. It sums up the level of service I met in Montenegro. The pedestrian street by the shore is always full of tourists. Funny enough, the ice-cream stand was empty. I thought I was doing the owner a favor by buying an ice-cream from them. The lady gave the ice-cream and said “One Euro, twenty cents.” I gave her a 20 Euro bill and, to my surprise, she almost took the ice-cream back. How dare I demand that much change for one ice-cream. She looked at me with such disgust… It was as if I had asked a nun to take off her clothes.
If it wasn’t for the service, I’d say Montenegro is an ideal tourist destination. Beautiful landscapes, clean water, sun and blue sky. Add to that a bit of culture and people who understand Russian, just a short flight away from here. So, if Bosnia, Serbia or Albania are part of your next trip, make sure you plan a little visit to Montenegro. Hmmmmm. Understood. Ok, maybe next time…
Friday, August 06, 2010
As ultimas semanas em Moscou.
Se voce entendeu o duplo sentido da frase acima, pode pular para o proximo blog. Se voce eh um pouco mais devagar, ou nao tem assistido TV, nem lido nada nos ultimos tempos, continue lendo.
Nas ultimas semanas, a temperatura em Moscou nao cai abaixo dos 30 graus. Eh recorde de temperatura atras de recorde de temperatura. Outro dia fez 41 na sombra. Inacreditavel. Mas esse post nao eh sobre a temperatura por aqui: eh sobre uma das consequencias da onda de calor.
Moscou estah cercado por vegetacao e combustiveis naturais. Quando a temperatura sobe demais, esses combustiveis entram em combustao e incendeiam tudo que estah ao redor. Sem chuva, ambos permanecem em combustao. Ha semanas... Moscou estah afundada numa nuvem de fumaca que soh piora a cada dia (eu quase nao consigo ver o predio do outro lado da rua).
Eh um cenario apocaliptico, que jah faz as pessoas comentarem que o fim pode estar mais proximo do que parece e que estamos vivendo as ultimas semanas. Entendeu?
Fui. Cof. Cof.
Nas ultimas semanas, a temperatura em Moscou nao cai abaixo dos 30 graus. Eh recorde de temperatura atras de recorde de temperatura. Outro dia fez 41 na sombra. Inacreditavel. Mas esse post nao eh sobre a temperatura por aqui: eh sobre uma das consequencias da onda de calor.
Moscou estah cercado por vegetacao e combustiveis naturais. Quando a temperatura sobe demais, esses combustiveis entram em combustao e incendeiam tudo que estah ao redor. Sem chuva, ambos permanecem em combustao. Ha semanas... Moscou estah afundada numa nuvem de fumaca que soh piora a cada dia (eu quase nao consigo ver o predio do outro lado da rua).
Eh um cenario apocaliptico, que jah faz as pessoas comentarem que o fim pode estar mais proximo do que parece e que estamos vivendo as ultimas semanas. Entendeu?
Fui. Cof. Cof.
Thursday, July 29, 2010
“In the dark… For a while now… I can’t stay…”
Ha algumas semanas eu fui a um restaurante chamado "V Temnote" (“No Escuro”, em russo). Eh parte de uma rede mundial de restaurantes criados para estimular os seus sentidos. Voce pode ler mais sobre o conceito da rede aqui.
Como voce deve saber (afinal, voce estah LENDO este texto), a visao eh nosso sentido mais apurado. Eh atraves dele que nos guiamos pelo mundo, fazemos escolhas e avaliamos o mundo ao nosso redor. O que fazer quando essa cachoeira de informacao seca e voce tem que apelar para a audicao, o tato, o olfato e, ao criar coragem, o paladar? A resposta eh: muita coisa. Tudo aquilo que nohs consideramos normal desaparece. Voce nao sabe o que eh que estah no seu prato, como cortar a cominda, se ela estah quente ou fria, se eh uma entrada ou um prato principal e, principalmente, se aquilo que estah na sua mao eh comida ou decoracao da mesa.
A bem da verdade, tirando (em parte) a lambuzeira que eh comer no escuro, comer eh a parte mais simples e trivial do processo. O que o seu corpo experimenta a partir do momento em que voce entra no restaurante eh quase indescritivel. Nao existe sequer luz de emergencia. Durante os primeiros 15 minutos, seus olhos correm em todas as direcoes procurando qualquer fonte de luz. Eh cansativo demais. As vezes, voce tem a impressao de estar vendo coisas, igual aas pessoas que sentem coceira no peh depois de amputar a perna. Quem sofre de claustrofobia nao pode nem pensar em jantar nesse lugar.
Uma vez que seus olhos desistirem de enxergar, eh hora de usar as maos e os ouvidos para entender um pouco mais do ambiente ao seu redor. Quantas pessoas estao jantando ali naquele momento? Onde eh que voce estah sentado? Perto da parede? Do corredor? Onde estao os talheres (inuteis), a cesta de paes, o copo (cheio ou vazio?) e as garrafas de bebida?
Depois desse exercicio, eh hora de descobrir o que voce vai comer. As unicas opcoes que voce tem antes de entrar sao: carne, frango, peixe ou vegetariano. A partir dai, boa sorte. Eh mao no prato e nariz na comida (muitas vezes literalmente). Nao ver o que se come reduz draaaasticamente o apetite. Gula simplesmente nao existe num ambiente assim. Eu estava completamente satisfeito depois da salada.
Um dos aspectos mais interessantes do restaurante eh a companhia que voce leva para lah. Uma vez que nao ha necessidade de encenar e nao existem “silencios desconfortaveis”. Silencio eh silencio. Eh quase como se todo mundo sempre andasse de oculos escuros. Sem o olho no olho, tudo se torna mais leve. Talvez ateh verdadeiro. Tem que experimentar para ver.
Alem de estimular os sentidos, No Escuro eh tambem uma licao de humildade. Todos os funcionarios sao cegos. Essa inversao de papeis eh extremamente interessante. De repente, voce nao consegue andar do lobby do restaurante ateh a sua mesa sem o auxilio de uma pessoa que voce nunca julgou essencial na hora de se orientar. Eu adorei.
Nao sei se a segunda vez eh tao interessante quanto a primeira. Espero que ela seja um pouco mais prazeirosa, para que eu possa curtir mais a culinaria e os sentidos que eu uso tao raramente no dia-a-dia.
Fui.
A
Como voce deve saber (afinal, voce estah LENDO este texto), a visao eh nosso sentido mais apurado. Eh atraves dele que nos guiamos pelo mundo, fazemos escolhas e avaliamos o mundo ao nosso redor. O que fazer quando essa cachoeira de informacao seca e voce tem que apelar para a audicao, o tato, o olfato e, ao criar coragem, o paladar? A resposta eh: muita coisa. Tudo aquilo que nohs consideramos normal desaparece. Voce nao sabe o que eh que estah no seu prato, como cortar a cominda, se ela estah quente ou fria, se eh uma entrada ou um prato principal e, principalmente, se aquilo que estah na sua mao eh comida ou decoracao da mesa.
A bem da verdade, tirando (em parte) a lambuzeira que eh comer no escuro, comer eh a parte mais simples e trivial do processo. O que o seu corpo experimenta a partir do momento em que voce entra no restaurante eh quase indescritivel. Nao existe sequer luz de emergencia. Durante os primeiros 15 minutos, seus olhos correm em todas as direcoes procurando qualquer fonte de luz. Eh cansativo demais. As vezes, voce tem a impressao de estar vendo coisas, igual aas pessoas que sentem coceira no peh depois de amputar a perna. Quem sofre de claustrofobia nao pode nem pensar em jantar nesse lugar.
Uma vez que seus olhos desistirem de enxergar, eh hora de usar as maos e os ouvidos para entender um pouco mais do ambiente ao seu redor. Quantas pessoas estao jantando ali naquele momento? Onde eh que voce estah sentado? Perto da parede? Do corredor? Onde estao os talheres (inuteis), a cesta de paes, o copo (cheio ou vazio?) e as garrafas de bebida?
Depois desse exercicio, eh hora de descobrir o que voce vai comer. As unicas opcoes que voce tem antes de entrar sao: carne, frango, peixe ou vegetariano. A partir dai, boa sorte. Eh mao no prato e nariz na comida (muitas vezes literalmente). Nao ver o que se come reduz draaaasticamente o apetite. Gula simplesmente nao existe num ambiente assim. Eu estava completamente satisfeito depois da salada.
Um dos aspectos mais interessantes do restaurante eh a companhia que voce leva para lah. Uma vez que nao ha necessidade de encenar e nao existem “silencios desconfortaveis”. Silencio eh silencio. Eh quase como se todo mundo sempre andasse de oculos escuros. Sem o olho no olho, tudo se torna mais leve. Talvez ateh verdadeiro. Tem que experimentar para ver.
Alem de estimular os sentidos, No Escuro eh tambem uma licao de humildade. Todos os funcionarios sao cegos. Essa inversao de papeis eh extremamente interessante. De repente, voce nao consegue andar do lobby do restaurante ateh a sua mesa sem o auxilio de uma pessoa que voce nunca julgou essencial na hora de se orientar. Eu adorei.
Nao sei se a segunda vez eh tao interessante quanto a primeira. Espero que ela seja um pouco mais prazeirosa, para que eu possa curtir mais a culinaria e os sentidos que eu uso tao raramente no dia-a-dia.
Fui.
A
Tuesday, June 01, 2010
Bem-vindo ao chao.
Diz o ditado que do chao nao passa. Mas ninguem explica quao complicado eh chegar ao chao (de proposito e sem se machucar). Por isso, depois de 17 anos pilotando motos, resolvi aprender a pilotar uma moto. Nao eh facil.
Para comecar, tudo que eu pensava ser certo estava errado e, tudo que eu pensava ser errado, eh a mais pura verdade. Para passar da teoria aa pratica, fui para Calafat, na Espanha, estudar com a melhor escola que existe: California Superbike School.
O primeiro dia foi o dia de quebrar paradigmas: acelerar em curva, ignorar os instintos, ensinar os olhos a enxergar de novo, etc. Cada uma das 5 sessoes de teoria eh seguida de 20 minutos na pista, com um instrutor na sua cola (ou na sua frente) falando o que e como fazer.
Logo na primeira sessao, a primeira surpresa. Durante as primeiras 3 sessoes de pista (1 hora de pilotagem), a moto deveria permanecer em 4a marcha e eh proibido usar os freios. Essas palavras foram seguidas de riso. Um riso que foi se transformando num riso nervoso (aqueles que voce solta quando estah com medo e finge que estah tudo sob controle). Depois de alguns segundos, todos ficaram quietos e foram checar os equipamentos antes de ir para a pista.
Lah fomos nohs: 32 alunos, montados em 32 motos com no minimo 100 cavalos, rodando numa pista que ninguem nunca tinha rodado. Logo na saida dos boxes, a primeira curva. Fechada. E todos atras do instrutor a 80km/h. Assim que chegou a curva, pensei: “F***u. Mas se as outros motos nao cairam, nao vai ser a minha que vai cair”. E ela deitou sem medo nenhum, com calma e suave. Essa mesma curva, ao final do segundo dia, eu jah estava fazendo a 100km/h. A quantidade de tracao que esses pneus tem eh INCREDITAVEL.
Nao vou entrar em detalhes sobre todos os exercicios porque, para a maioria dos 6 leitores do blog, nao sao interessantes. Soh vou falar de mais 2 momentos “F***u” que eu passei ao longo dos dias. O primeiro foi num exercicio de visao periferica, quando eu passei o ponto de curva e passei reto numa curva a 130km/h. Entrei na caixa de brita e lembrei das palavras que o instrutor tinha falado ao longo do dia: “A moto seria muito mais feliz sem nohs. Ela sabe para onde ir e como ir. Nao tente intervir”. Tirei o banco do assento, larguei o guidao e, aos trancos e barrancos, a moto passou ilesa pelo obstaculo. Amazing.
O segundo momento foi muito mais prazeiroso. Foi quando, numa das curvas, eu deitei mais do que o usual e senti o joelho raspar no chao. A reacao imediata foi tirar o joelho. Mas quase na mesma velocidade, senti uma alegria incontrolavel e baixei o joelho ainda mais. Fazer uma curva com a moto deitada no chao eh uma sensacao indescritivel. O duro agora eh sentar no escritorio, olhar as fotos e saber que tem gente que vive disso...
Fui.
Para comecar, tudo que eu pensava ser certo estava errado e, tudo que eu pensava ser errado, eh a mais pura verdade. Para passar da teoria aa pratica, fui para Calafat, na Espanha, estudar com a melhor escola que existe: California Superbike School.
O primeiro dia foi o dia de quebrar paradigmas: acelerar em curva, ignorar os instintos, ensinar os olhos a enxergar de novo, etc. Cada uma das 5 sessoes de teoria eh seguida de 20 minutos na pista, com um instrutor na sua cola (ou na sua frente) falando o que e como fazer.
Logo na primeira sessao, a primeira surpresa. Durante as primeiras 3 sessoes de pista (1 hora de pilotagem), a moto deveria permanecer em 4a marcha e eh proibido usar os freios. Essas palavras foram seguidas de riso. Um riso que foi se transformando num riso nervoso (aqueles que voce solta quando estah com medo e finge que estah tudo sob controle). Depois de alguns segundos, todos ficaram quietos e foram checar os equipamentos antes de ir para a pista.
Lah fomos nohs: 32 alunos, montados em 32 motos com no minimo 100 cavalos, rodando numa pista que ninguem nunca tinha rodado. Logo na saida dos boxes, a primeira curva. Fechada. E todos atras do instrutor a 80km/h. Assim que chegou a curva, pensei: “F***u. Mas se as outros motos nao cairam, nao vai ser a minha que vai cair”. E ela deitou sem medo nenhum, com calma e suave. Essa mesma curva, ao final do segundo dia, eu jah estava fazendo a 100km/h. A quantidade de tracao que esses pneus tem eh INCREDITAVEL.
Nao vou entrar em detalhes sobre todos os exercicios porque, para a maioria dos 6 leitores do blog, nao sao interessantes. Soh vou falar de mais 2 momentos “F***u” que eu passei ao longo dos dias. O primeiro foi num exercicio de visao periferica, quando eu passei o ponto de curva e passei reto numa curva a 130km/h. Entrei na caixa de brita e lembrei das palavras que o instrutor tinha falado ao longo do dia: “A moto seria muito mais feliz sem nohs. Ela sabe para onde ir e como ir. Nao tente intervir”. Tirei o banco do assento, larguei o guidao e, aos trancos e barrancos, a moto passou ilesa pelo obstaculo. Amazing.
O segundo momento foi muito mais prazeiroso. Foi quando, numa das curvas, eu deitei mais do que o usual e senti o joelho raspar no chao. A reacao imediata foi tirar o joelho. Mas quase na mesma velocidade, senti uma alegria incontrolavel e baixei o joelho ainda mais. Fazer uma curva com a moto deitada no chao eh uma sensacao indescritivel. O duro agora eh sentar no escritorio, olhar as fotos e saber que tem gente que vive disso...
Fui.
Thursday, May 13, 2010
Mais um dia vitorioso.
Dia 9 de maio foi o aniversario de 65 anos do final da 2a Guerra.
Aqui ele eh chamado de Dia da Vitoria.
E foi mesmo.
Mais um dia de descanso.
Mais um dia com o tempo perfeito (eles bombardeiam o ceu, como voce sabe).
Eu consegui acordar e ir para perto da Praca Vermelha tendo dormido 2 horas.
Pelo que eu percebi, a celebracao desse ano foi extremamente especial pelo aniversario de 65 anos, mas tambem por ser (provavelmente) o ultimo grande jubileu com veteranos ainda vivos.
Vamos ver o que eles vao fazer ano que vem.
Fui.
Aqui ele eh chamado de Dia da Vitoria.
E foi mesmo.
Mais um dia de descanso.
Mais um dia com o tempo perfeito (eles bombardeiam o ceu, como voce sabe).
Eu consegui acordar e ir para perto da Praca Vermelha tendo dormido 2 horas.
Pelo que eu percebi, a celebracao desse ano foi extremamente especial pelo aniversario de 65 anos, mas tambem por ser (provavelmente) o ultimo grande jubileu com veteranos ainda vivos.
Vamos ver o que eles vao fazer ano que vem.
Fui.
Tuesday, May 04, 2010
Bem-vindo ao Japao. Welcome to Japan.
Para ser bem sincero, eu nao sei por onde comecar a escrever esse post. Apesar de ser um antigo sonho, ir para o Japao foi uma viagem para dentro de mim mesmo e uma festa para os sentidos. Meu chefe, que morou lah, disse: «Andreas, ir para o Japao eh o mais proximo que voce pode chegar de ir para outro planeta sem sair da Terra». Nao podia ser mais verdade.
Por isso, esse post vai ser uma avalanche de comentarios, emocoes e sensacoes que eu tive durante a viagem. Meu roteiro foi o seguinte: Toquio, Hiroshima, Miyajima, Kioto, Nara e Fujikawaguchiko. Foi um roteiro escolhido quase ao acaso, mas que me mostrou um pouco de cada faceta do Japao: tradicao, cultura, natureza e historia. Sugiro voce fazer o mesmo.
Apesar do roteiro (ou talvez por causa dele), nao vou separar o post por cidades: vou falar sobre algo maior, que eh estar nesse arquipelago intra-terrestre.
Para comecar, o que eh o Japao? O Japao eh uma terra de contradicoes. Eh um lugar onde voce pode estar cercado dos mais modernos arranha-ceus e, de repente, a 20 metros dali, estar num templo de 1000 anos, no meio das arvores no mais completo silencio. Onde as pessoas que estavam a honrar seus antepassados, saem para uma slot machine house, com centenas de caca-niqueis gritando e piscando sem parar. Onde ha maquinas para tudo: limpar seus oculos, secar guarda-chuvas, comprar cigarro, bebidas e ateh comida quente. Onde as coisas custam caro, mas o metro te devolve 10 centavos, caso voce nao tenha usado tudo que depositou no cartao. Onde dinheiro eh feito de papel bom e eh mais aceito que cartao. Onde poucos falam ingles (bem), mas todos estao prontos para te ouvir e te ajudar o quanto for necessario. Onde as pessoas gostam de voce pelo que voce eh e nao pelo que voce tem. Onde voce eh livre para vestir o que quiser (literalemente), mas todos os trabalhadores usam terno. Onde todos parecem voar a peh, de trem ou de metro, mas tudo eh feito com calma e cerimonia. Onde todos pensam em todos, mas respeitam as diferencas (sem inveja). Onde os trens voam a 300 quilometros por hora, mas nunca chegam 1 segundo mais cedo do que o previsto. Nem mais tarde (a media anual de atraso dos trens eh 0.3 minutos). Onde voce cruza o pais (a bordo desses mesmos trens) quase no mesmo tempo que voce precisa esperar para comer o sushi do Sushi Dai, no mercado de peixes em Toquio. Onde toda a comunicacao publica eh feita por meio de ilustracoes infantis, mas as criancas tem educacao e maneiras de adultos. Onde tudo eh entregue a voce frente a frente com as duas maos, seguido de uma reverencia (os vendedores saem de tras do balcao para entregar as compras). Onde a natureza nao eh apenas bonita, mas tambem parte da vida cotidiana (Macacos, tartarugas, cervos, etc. Todos vivem livres pela cidade). Onde se fala sobre o Monte Fuji com o mesmo respeito que outros paises falam de Deus. Onde a sexualidade eh contida no ambito publico, mas nao condenada ou escondida. Nao existe certo ou errado, moral ou imoral. Tudo eh certo desde que voce e a outra pessoa queiram fazer. Nao ha falta de pudor ou falsa moral pois todos sao livres e responsaveis pelas proprias escolhas. Eh o pais onde todas as pessoas vivem com um celular na mao, mas voce soh ve duas marcas: Soft Bank e Apple. Onde tudo eh perfeitamente embalado e, normalmente, tao saboroso quanto. Onde voce deve que experimentar de tudo que aparecer pela frente, dormir pelo menos uma noite num Ryokan (hoteis tradicionais), viajar de trem bala, se sentir pequeno perto do Monte Fuji, deixar a historia e a tradicao mudarem o jeito que voce pensa. Para melhor. Eh um pais onde os templos nao tem santos ou decoracoes, pois voce «reza» para os seus antepassados e nao para santos ocos, que nao sao nada mais do que mitos esculpidos em madeira e cobertos de ouro. Onde o jardim mais famoso tem apenas pedras cercadas de cascalho pois o jardim de verdade estah dentro de voce.
Independente de tudo isso, saiba que a experiencia que voce vai ter no Japao vai depender do Japao que voce trouxer consigo na mente e no coracao.
Fui.
A
PS – Assista Lost In Translation, caso ainda nao tenha visto.
To be honest, I don't know how or where to start this post. Even though going to Japan was an old dream, the trip itself happened inside of me and it was a feast for the senses. My boss, who lived in Japan, told me: «Andreas, going to Japan is the closest you can get to going to another planet without leaving Earth». He couldn't be any closer to the truth.
That's why this post will be an avalanche of comments, emotions and sensations I've felt during the trip. I went to the following cities: Tokyo, Hiroshima, Miyajima, Kyoto, Nara and Fujikawaguchiko. The selection was quite random, but it gave a good picture of each remarkable thing about Japan: tradition, culture, nature and history. I suggest you do the same on a first trip to Japan.
But despite the cities I went to (or maybe because of them), I decided to make a general post about the country. About something greater, which is being in those intra-terrestrial islands.
For starters, what is Japan? Japan is a land of contradictions. It's a place where you can be surrounded by the most modern skyscrapers and then, suddenly, 20 meters from there, be inside a 1000 year old temple, in a forest, embraced by the utmost silence. Where people who were honouring their ancenstors, go straight to a slot machine place, where hundreds of machines shout and beep and blink their lights. Where you have machines for everything: cleaning your glasses, drying your umbrella, buy cigarettes, drinks and even hot meals. Where things are expensive, but the metro will give you 10 cents back in case you didn't use up all your credit. Where money is made of good paper and it's more accepted than cards. Where very few people speak English (well), but eveyone is ready to listen and to go out of their way to help you. Where people like you for what you are and not what you have. Where you are free to wear whatever you feel like (literally), but every single employee wears a suit. Where people seem to fly by foot, bus or train, but everything is done slowly as part of a ceremony. Where everyone thinks about everyone, but respect difference (without envy or jealousy). Where trains fly at speeds over 300 km/h, but are never ahead of time. Or behind (last year's average delay was 0.3 minutes). Where you can cross the country (in these very same trains) in the same time it takes you to get a place at Sushi Dai, inside Tokyo's Fish Market. Where all public announcements are made in the form of childish illustrations, but the children are as polite and well behaved as adults. Where everything is handed to you, with both hands, followed by a bow (shop vendors will leave the cashier and walk around the counter just to hand you your items). Where nature is not only beautiful, but part of everyday life (mokeys, turtles, deers, etc. All live freely in the cities). Where you speak of Mount Fuji with the same respect other countries talk about God. Where sexuality is not explicit in public, but also not condemned or hidden. There's no right or wrong, moral or immoral. Everything is right if you and the other party wants to do so. There's no false moral because people are free to choose and responsible for their choices. It's a country where everyone has a phone in their hands 24/7, but you only see 2 brands: Soft Bank and Apple. Where everything is beautifuly packed and tastes just as good. Where you must try every food you come across, sleep at least one night at a Ryokan (traditional hotel), ride the bullet train, feel small next to Mount Fuji, let history and tradition change the way you think. For the better. It's a country where temples have no saints or decoration because you pray for your ancestors and not hollow icons, which are nothing more than myths sculpted in wood and covered in gold. Where the most famous garden has nothing but rocks surrounded by smaller rocks because the real garden is inside of you.
Despite all that, be sure that the experience you will have in Japan will depend on the Japan you take there with you, inside your heart and your mind.
Cheers,
A
PS – Watch Lost In Translation, in case you haven't done so yet.
Por isso, esse post vai ser uma avalanche de comentarios, emocoes e sensacoes que eu tive durante a viagem. Meu roteiro foi o seguinte: Toquio, Hiroshima, Miyajima, Kioto, Nara e Fujikawaguchiko. Foi um roteiro escolhido quase ao acaso, mas que me mostrou um pouco de cada faceta do Japao: tradicao, cultura, natureza e historia. Sugiro voce fazer o mesmo.
Apesar do roteiro (ou talvez por causa dele), nao vou separar o post por cidades: vou falar sobre algo maior, que eh estar nesse arquipelago intra-terrestre.
Para comecar, o que eh o Japao? O Japao eh uma terra de contradicoes. Eh um lugar onde voce pode estar cercado dos mais modernos arranha-ceus e, de repente, a 20 metros dali, estar num templo de 1000 anos, no meio das arvores no mais completo silencio. Onde as pessoas que estavam a honrar seus antepassados, saem para uma slot machine house, com centenas de caca-niqueis gritando e piscando sem parar. Onde ha maquinas para tudo: limpar seus oculos, secar guarda-chuvas, comprar cigarro, bebidas e ateh comida quente. Onde as coisas custam caro, mas o metro te devolve 10 centavos, caso voce nao tenha usado tudo que depositou no cartao. Onde dinheiro eh feito de papel bom e eh mais aceito que cartao. Onde poucos falam ingles (bem), mas todos estao prontos para te ouvir e te ajudar o quanto for necessario. Onde as pessoas gostam de voce pelo que voce eh e nao pelo que voce tem. Onde voce eh livre para vestir o que quiser (literalemente), mas todos os trabalhadores usam terno. Onde todos parecem voar a peh, de trem ou de metro, mas tudo eh feito com calma e cerimonia. Onde todos pensam em todos, mas respeitam as diferencas (sem inveja). Onde os trens voam a 300 quilometros por hora, mas nunca chegam 1 segundo mais cedo do que o previsto. Nem mais tarde (a media anual de atraso dos trens eh 0.3 minutos). Onde voce cruza o pais (a bordo desses mesmos trens) quase no mesmo tempo que voce precisa esperar para comer o sushi do Sushi Dai, no mercado de peixes em Toquio. Onde toda a comunicacao publica eh feita por meio de ilustracoes infantis, mas as criancas tem educacao e maneiras de adultos. Onde tudo eh entregue a voce frente a frente com as duas maos, seguido de uma reverencia (os vendedores saem de tras do balcao para entregar as compras). Onde a natureza nao eh apenas bonita, mas tambem parte da vida cotidiana (Macacos, tartarugas, cervos, etc. Todos vivem livres pela cidade). Onde se fala sobre o Monte Fuji com o mesmo respeito que outros paises falam de Deus. Onde a sexualidade eh contida no ambito publico, mas nao condenada ou escondida. Nao existe certo ou errado, moral ou imoral. Tudo eh certo desde que voce e a outra pessoa queiram fazer. Nao ha falta de pudor ou falsa moral pois todos sao livres e responsaveis pelas proprias escolhas. Eh o pais onde todas as pessoas vivem com um celular na mao, mas voce soh ve duas marcas: Soft Bank e Apple. Onde tudo eh perfeitamente embalado e, normalmente, tao saboroso quanto. Onde voce deve que experimentar de tudo que aparecer pela frente, dormir pelo menos uma noite num Ryokan (hoteis tradicionais), viajar de trem bala, se sentir pequeno perto do Monte Fuji, deixar a historia e a tradicao mudarem o jeito que voce pensa. Para melhor. Eh um pais onde os templos nao tem santos ou decoracoes, pois voce «reza» para os seus antepassados e nao para santos ocos, que nao sao nada mais do que mitos esculpidos em madeira e cobertos de ouro. Onde o jardim mais famoso tem apenas pedras cercadas de cascalho pois o jardim de verdade estah dentro de voce.
Independente de tudo isso, saiba que a experiencia que voce vai ter no Japao vai depender do Japao que voce trouxer consigo na mente e no coracao.
Fui.
A
PS – Assista Lost In Translation, caso ainda nao tenha visto.
To be honest, I don't know how or where to start this post. Even though going to Japan was an old dream, the trip itself happened inside of me and it was a feast for the senses. My boss, who lived in Japan, told me: «Andreas, going to Japan is the closest you can get to going to another planet without leaving Earth». He couldn't be any closer to the truth.
That's why this post will be an avalanche of comments, emotions and sensations I've felt during the trip. I went to the following cities: Tokyo, Hiroshima, Miyajima, Kyoto, Nara and Fujikawaguchiko. The selection was quite random, but it gave a good picture of each remarkable thing about Japan: tradition, culture, nature and history. I suggest you do the same on a first trip to Japan.
But despite the cities I went to (or maybe because of them), I decided to make a general post about the country. About something greater, which is being in those intra-terrestrial islands.
For starters, what is Japan? Japan is a land of contradictions. It's a place where you can be surrounded by the most modern skyscrapers and then, suddenly, 20 meters from there, be inside a 1000 year old temple, in a forest, embraced by the utmost silence. Where people who were honouring their ancenstors, go straight to a slot machine place, where hundreds of machines shout and beep and blink their lights. Where you have machines for everything: cleaning your glasses, drying your umbrella, buy cigarettes, drinks and even hot meals. Where things are expensive, but the metro will give you 10 cents back in case you didn't use up all your credit. Where money is made of good paper and it's more accepted than cards. Where very few people speak English (well), but eveyone is ready to listen and to go out of their way to help you. Where people like you for what you are and not what you have. Where you are free to wear whatever you feel like (literally), but every single employee wears a suit. Where people seem to fly by foot, bus or train, but everything is done slowly as part of a ceremony. Where everyone thinks about everyone, but respect difference (without envy or jealousy). Where trains fly at speeds over 300 km/h, but are never ahead of time. Or behind (last year's average delay was 0.3 minutes). Where you can cross the country (in these very same trains) in the same time it takes you to get a place at Sushi Dai, inside Tokyo's Fish Market. Where all public announcements are made in the form of childish illustrations, but the children are as polite and well behaved as adults. Where everything is handed to you, with both hands, followed by a bow (shop vendors will leave the cashier and walk around the counter just to hand you your items). Where nature is not only beautiful, but part of everyday life (mokeys, turtles, deers, etc. All live freely in the cities). Where you speak of Mount Fuji with the same respect other countries talk about God. Where sexuality is not explicit in public, but also not condemned or hidden. There's no right or wrong, moral or immoral. Everything is right if you and the other party wants to do so. There's no false moral because people are free to choose and responsible for their choices. It's a country where everyone has a phone in their hands 24/7, but you only see 2 brands: Soft Bank and Apple. Where everything is beautifuly packed and tastes just as good. Where you must try every food you come across, sleep at least one night at a Ryokan (traditional hotel), ride the bullet train, feel small next to Mount Fuji, let history and tradition change the way you think. For the better. It's a country where temples have no saints or decoration because you pray for your ancestors and not hollow icons, which are nothing more than myths sculpted in wood and covered in gold. Where the most famous garden has nothing but rocks surrounded by smaller rocks because the real garden is inside of you.
Despite all that, be sure that the experience you will have in Japan will depend on the Japan you take there with you, inside your heart and your mind.
Cheers,
A
PS – Watch Lost In Translation, in case you haven't done so yet.
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